Le véritable voyage de découverte ne consiste pas à chercher de nouveaux paysages, mais à avoir de nouveaux yeux. Marcel Proust - A La Recherche du Temps Perdu















quinta-feira, 20 de maio de 2010

Exposição do Mundo Português 2

   

Padrão dos Descobrimentos

arquitecto Cottinelli Telmo / escultor Leopoldo de Almeida

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Em frente ao rio a meio da orla fluvial e rematando a Praça do Império, o Padrão dos Descobrimentos, pretendia sintetizar um passado glorioso e simbolizar a grandeza e a obra de D. Henrique, tantas vezes homenageado ao longo da Exposição.Com 50 metros de altura, 20 de largura e 46 de cumprimento. Em 1960 foi reconstruído em pedra.

Apresenta a forma de uma caravela de pedra ancorada no Tejo com uma tripulação de heróis portugueses.

À proa fica D. Henrique, de ambos os lados dele está um cortejo formado por 30 personagens do tempo dos Descobrimentos - Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Diogo Cão, João Gonçalves Zarco, Afonso de Albuquerque, D. Filipa de Lancastre, Afonso V, D. Manuel I, Luis de Camões…

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«A sua concepção não é talvez nova mas a execução pode classificar-se de admirável pelo seu dinamismo, pela sua atmosfera marítima, pelo seu ritmo heróico: de panos enfunados, uma proa de caravela avança e no seu topo levanta-se majestosa a figura do infante D. Henrique, atrás da qual enfileiram os seus bravos capitães». «Ante o prodigioso ímpeto da largada, ante a vontade férrea que irradia do infante, da sua figura hirta e impenetrável, sente-se que toda a resistência será inútil, que os vendavais e os vagalhões hão-de quebrar e que o Adamastor se sumirá nas trevas donde veio!...» Fernando Pamplona 1941

Foi tema de um selo emitido pelos CTT em 1940, desenho de Maria Keil.

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“…o «Padrão dos Descobrimentos», sinal da própria Exposição, homenagem emblemática ao Infante Navegador traçada por Cottinelli, com a sua ideia de grande vela e proa que Leopoldo encheu de guerreiros e navegantes encaminhando-se para a figura simbólica de D. Henrique. “ José Augusto França

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A Nau Portugal

Plano e Direcção Coordenadora de Leitão de Barros

Projecto do Comandante Quirino da Fonseca e do prof. Martins Barata

Construtor Manuel Maria Bolais Mónica

Reconstituição de um galeão português da carreira da Índia (séculos XVII-XVIII), de 1300 toneladas, construído de madeiras portuguesas e brasileiras.

No interior da nave, em ambiente da época, figu­ram a Exposição do Ouro, sob auspicio do Banco de Portugal, com espécimes numismáticos de setecen­tos ; mostruários do Instituto do Vinho do Porto, da Companhia dos Diamantes, da Companhia Colonial de Navegação, etc. Na coberta principal, a Ala dos Mercadores: no castelo de proa, o restaurante ; nos porões, as adegas de vinhos regionais. No terceiro pavimento, a Casa da Capitania.

A nau, navegável mesmo para rotas oceânicas, tem local para motores e é artilhada com 48 peças fundidas, sob os modelos autênticos, na Fabrica de Material de Guerra de Braço de Prata. Talhas de mestre Abrahão de Carvalho.

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Projecto da Nau Portugal que deve figurar na Exposição do Mundo Português  

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O filme feito pelo próprio Leitão de Barros mostrando as “dificuldades” iniciais da Nau Portugal.

Pavilhão da Fundação de Portugal

Arquitecto Rodrigues Lima / Direcção Luiz Pastor de Macedo

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Átrio – De um e de outro lado, reprodução de petróglifos da época pré-romana e estátuas de guerreiros

Sala de D. Afonso Henriques - ao fundo, a estátua do Rei Fundador de Maximiano Alves. Expõe-se a espada do primeiro Soberano e a reprodução da pia baptismal onde, segundo a tradição, foi baptisado o mes­mo Monarca.

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Escultura de Maximiniano Alves e Pintura de Manuel Lapa

A decoração das paredes apresenta as árvores genealógicas da ascendência o descendência de D. Afonso Henriques.

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Passagem: —O busto do primeiro Rei, que se supõe ser do século XII.

Galeria: —Estátua do Arcebispo de Braga, D. João Peculiar, e de Gualdim Pais. Macário Dias Túmulo de Egas Moniz.

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Estátua do Arcebispo D. João Peculiar, Braga

Estátua de Gualdim Pais na Praça da República em Tomar

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Túmulo de Egas Moniz Igreja do Mosteiro de São Salvador, Paço de Sousa, Penafiel

Sala de Documentos: - estátuas de Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, e de Geraldo, o Sem Pavor.

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Estátua de Geraldo o sem Pavor em Évora

Numa das faces da divisória no centro da sala, o documento em que, provavelmente peia primeira vez, se deu o Título de Rei a D. Afonso Henriques (Março de 1139) a bula do Papa Alexan­dre III «Manifestis Probatum» (23 de Maio de 1179 em que o Santa Sé reconhece como Soberano o Fundador. Documentos do período da Fundação, en­tre os quais o Foral de Guimarães e o testamento do primeiro Rei.

Bula Manifestis Probatum.
A Bula rezava assim (em português actual):
Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, in perpetuum. Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a Sé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a protecção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério.
  http://cafehistoria.ning.com/

Passagem:  — Nas paredes motivos de iluminu­ras da época.

Sala dos Castelos: ao centro, miniatura do Castelo de Guimarães.

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Sala das Batalhas – ao centro uma celada do século XII; ao fundo uma composição em vulto, da morte de Martim Moniz. Alegorias de feitos de Armas da Independência sobre motivos de iluminuras do tempo.

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Passagem: – Nas paredes, motivos de iluminuras da época.

Pavilhão da Formação e Conquista

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Arquitecto Rodrigues Lima / Direcção Luiz Pastor de Macedo

Atrio: - Alusão às Ordens Militares.

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Sala do Mapa: – um mapa luminoso mostra as fases da formação de Portugal. Noutra parede, a miniatura da Casa Municipal de Bragança, a mais antiga concelhia. Reprodução do foral de Constamtim de Pancia (1096), o mais antigo que se conhece.

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Sala da Formação e Povoamento: - Ao centro , a Cruz de Oiro de D. Sancho.

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Cruz processional (de D. Sancho) Portugal, 1214
Ouro, safiras, granadas e pérolas  A 65 x L 34,5 cm
D(OM)N(V)S SANCIVS REX IVSSIT FIERI HA(N)C T (CRUCEM) AN(N)O I(N)CARNATIO(N)IS.; M.CC.XII[II]
Proveniência: Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra, 1916 Museu Nacional de Arte Antiga

No nicho, a reprodução do estandarte de Miramolim, tomado na Batalha de Navas de Tolosa.Nas paredes: alusões pictóricas à Conquista do Algarve, às Cortes de Leiria (1254) e baixos-relevos, sobre iluminuras do Missal de Lorvão, referentes ao povoamento do Reino.

Sala de D. Deniz: - documentário pictórico e escultórico da obra cultural, económica e política do Rei Lavrador.

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Sala dos Documentos: - nas vitrinas expõe-se alguns dos mais importantes documentos deste período e peças de ourivesaria que foram da Rainha Santa Isabel.

Sala da Rainha Santa Isabel: – Reprodução do túmulo de Santa Isabel, em baixo relevo, alusivo à sua acção caritativa a à sua intervenção em Alvalade.

Passagem: – Retrato da Rainha Santa, reproduzido de uma tábua do século XIV.

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Sala de D. Afonso IV, D. Pedro e D. Fernando: – Ao fundo, estatueta de um cavaleiro do século XIV. Num baixo relevo, evocação da batalha. documentário das grandes leis económicas e de protecção à marinha e definição da Aliança luso-britânica.

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Pavilhão da Independência

arquitecto Raul Rodrigues Lima / Direcção Luiz Pastor de Macedo

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Átrio: - Baixo-relevo consagrado a Nun' Alvares como símbolo do Génio da  Independência. Expõe-se a espada do Santo Condestável e, na parede, o seu brazão de armas

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Sala de D. João I: – Expõe-se o elmo o a es­pada do Mestre de Avíz. Pinturas reproduzindo a coroação do mesmo Soberano e o seu casamento com D. Filipa de Lencastre. Num painel, a recorda­ção da descendência do Rei de Boa Memória, e nou­tro S. Jorge padroeiro do Reino. Por detrás da estátua do Monarca as suas armas e, fronteiro àquele num painel, João das Regras. Noutros quadros, alegorias à Casa dos Vinte e Quatro e às batalhas de Aljubarrota, Atoleiros, Valverde e Trancoso.

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Sala de Aljubarrota: — Circundando a sa­la, baixo relevo que evoca a batalha.         

Sala do Túmulo:— Reprodução do túmulo do Mestre de Aviz e de D. Filipa de Lencastre existente no Mosteiro da Batalha. Nas paredes brazões e divisas dos Infantes da Ínclita Geração.

Passagem: — O altar que, segundo a tradição foi abandonado em Aljubarrota pelo Rei de Castela. 

Passagem: - No nicho a imagem de Nossa Senhora da Conceição que acompanhou D. Sancho Manuel na batalha dos Montes Claros. Na parede, retrato de D. António Prior do Crato.

Sala 1640: — Representação, em relevo, de uma reunião dos conspiradores no palácio de D. Antão de Almada, no Rossio.

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Sala Filipa de Vilhena: – Representação, em vulto, da histórica cena da madrugada do 1º de Dezembro.

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Passagem: — Nas vitrinas reprodução de alguns documentos relativos à época da Restaurarão. Nas paredes, retratos dos principais vultos desse movimento.

Sala de D. João IV: — Dominando, a estátua do Soberano. Nas paredes, retratos das Rainhas D. Luísa de Gusmão e D. Catarina de Bragança; re­produção do brazão de armas do Arcebispo do Lis­boa, D. Rodrigo da Cunha, regente do Reino, após o 1.º de Dezembro; painéis representando a adolescência do Restaurador, as guerras da Aclamação no Continente, África e Brasil e mapa da acção diplomática do mesmo Rei. Espadins que foram pertença do D. Teodósio.

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Sala da Guerra Peninsular: – Expõe a mesa e o tinteiro, objectos utilizados em Sintra para a assinatura da Convenção (1808) e a reprodução, em miniatura, das Linhas de Torres Vedras. Nas vitrinas, documentos coevos. Nus pa­redes, painéis sobro motivos militares da época e, em volta da sala armas e bandeiras desse tempo.

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(continua)

2 comentários:

  1. Bom dia
    Excelente, adorei texto e imagens.
    Ansiosa à espera da continuação.

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  2. Obrigada pelo trabalho exaustivo.
    Uma pergunta: A primeira foto do Pavilhão da Independência não é do Pavilhão da Colonização?
    Outra questão: penso que terá trocado os nomes ou as fotos do "Pavilhão da Fundação" e do da "Formação e Conquista". Ver guia oficial: http://ressabiator.files.wordpress.com/2012/11/expo1940_3.jpg

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