Le véritable voyage de découverte ne consiste pas à chercher de nouveaux paysages, mais à avoir de nouveaux yeux. Marcel Proust - A La Recherche du Temps Perdu















quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Planta Topográfica da Cidade do Porto 1839

Nota- Este despretensioso texto ilustrado é dedicado com amizade ao blogue MONUMENTOS DESAPARECIDOS ( http://monumentosdesaparecidos.blogspot.com/). Ele perceberá porquê!

Joaquim da Costa Lima Júnior (Porto, 5 de Setembro de 1806— Porto, 29 de Janeiro de 1864)

Usava o apelido Júnior para se distinguir do tio o arquitecto Joaquim da Costa Lima Sampaio.

Em 1836torna-se professor de Arquitectura Civil na Academia Portuense.

Foi a partir de 1853 o “arquitecto da cidade” ao serviço da Câmara Municipal.

Foi o autor do primeiro projecto para o Palácio da Bolsa edifício que acompanhou entre 1840 e 1860.

Foi o autor do 1º projecto para o Mercado do Bolhão.

Foi o autor em 1839 da “PLANTA TOPOGRAPHICA DA CIDADE DO PORTO” de 1839.

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Retrato de Joaquim da Costa Lima Júnior José Joaquim Pirralho, (1838 - 1882)

Óleo sobre tela 65,7 x 49,3 cm Museu Nacional de Soares dos Reis

A Planta de 1839

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1839 - "Planta topográfica da Cidade do Porto"- Joaquim da Costa Lima, ampliada e corrigida a "graphómetro"

No canto inferior esquerdo o título da planta:

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PLANTA TOPOGRAPHICA DA CIDADE DO PORTO

Aonde se vêem exactamente marcados todos os Edificios, Praças publicas, e rua novamente abertas, bem como alguns projectos approvados pelas Authoridades Municipaes, para maior commodidade de seus habitantes, e beleza da mesma Cidade.

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No canto inferior direito a legenda:

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EDIFICIOS MAIS NOTAVEIS DA CIDADE

DO PORTO

N.º 1 Paço Municipal

N.º 2 Cadeia e Rellação do Porto

N.º 3 Academia Politéchnica

N.º 4 Bibliotheca, e Atheneo Portuense

N.º 5 Casa do Theatro

N.º 6 Casa Pia

N.º 7 Igreja e Torre dos Clérigos

N.º 8 Palacio dos Carrancas

N.º 9 Hospital Real de S.to António

N.º 10 Hospital dos Terc.ros do Carmo

N.º 11 Hospital de S. Francisco

N.º 12 Hospital de N. Senhora do Terço

N.º 13 Hospital dos Lázaros

N.º 14 Recolhimento das Orphans

N.º 15 Fabrica do Sabão

N.º 16 Fabrica do Tabaco

N.º 17 Casa da Assembleia Portuense

N.º 18 Cathedral

N.º 19 Paço Episcopal

N.º 20 Palacio do Visconde de Balsemão

N.º 21 Palacio do Visconde de Beire

N.º 22 Quartel Militar de S.to Ovidio

N.º 23 Quartel Militar da Torre da Marca

N.º 24 Casa do Tribunal do Commercio

N.º 25 Banco Commercial do Porto

N.º 27 Casa da Alfandega

N.º 28 Casa dos Expostos

N.º 29 Quartel da Guarda Municipal

N.º 30 Novo Mercado do Anjo

Na legenda dá-se prioridade aos edifícios administrativos (4), do ensino e da cultura (4), da saúde (5), militares (2), assistência (2), mercados (1), assinalam-se duas fábricas e na legenda apenas estão assinaladas duas igrejas: a igreja dos Clérigos e a Sé.

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• SAÚDE • ADMINISTRATIVOS • CULTURA • MILITARES • MERCADOS PALACIOS

• FABRICAS • IGREJAS • ASSISTÊNCIA

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1. Cemitério dos Ingleses

2. S. Bento

3. S. João Novo

4. N.S.ª da Lapa

5. S. Bento (Ave Maria)

6. S.ª Clara

7. S. Francisco

8. Chafariz (do largo de S. Domingos)

9. Matadouro (Praça da Alegria)

10. Porta Nobre

11. Postigo do Sol

12. Fábrica da Solla

Na margem sul estão assinaladas Gaia e Villa Nova entre os conventos de Vale Piedade e da Serra do Pilar

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Joaquim Villanova - Serra do Pilar 1833

A planta apresenta como limites da cidade:

A Norte

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Como nas plantas anteriores (Planta redonda 1813, planta de J.F. Paiva ant.1824 e planta de W. B. Clarke 1833) as quintas de Águas Férreas e de Salgueiros estão no limite norte da planta junto da rua da Boavista agora prolongada pela rua do Jasmim.

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Projecto da continuação da Rua da Boa Vista e suas Travessas, desde o Passal do Priorado de Cedofeita até ao Caminho que vai do sítio do Bom Sucesso para Francos, freguezia de Ramalde. Por Joaquim da Costa Lima Sampaio. 1825 AHMP

Avermelho o projecto do prolongamento da rua da Boavista. Dentro da circunferência a igreja de Cedofeita.

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Joaquim Villanova Casa do Visconde de Veiros (Quinta das Aguas Férreas) 1833

Para além das referidas quintas a igreja da Lapa é o edifício que marca o limite Norte da cidade construída, bem como o Bairro Alto e a Fontinha.

As saídas para Norte fazem-se pela rua da Rainha (Antero de Quental) da Bella Princeza (Santa Catarina) e pela rua 24 de Agosto (Alegria). Entre estas duas a Fábrica da Solla.

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Joaquim Villanova Egreja da Lapa

Iniciou-se a construção na segunda metade do séc. XVIII, com risco inicial dos arquitectos João Strovel (1756) e José Figueiredo Seixas (1759), tendo sofrido algumas alterações posteriores.

A Poente e a Nascente

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A poente

· Apesar da cidade se expandir para poente o limite do construído é ainda a torre da Marca.

· Na marginal contudo a cidade expande-se para além do Cais Novo para Massarelos e o Ouro.

A Nascente

· A rua do Monte Bello (futura Fernão de Magalhães) prolonga para Norte o Campo Grande (Campo 24 de Agosto).

· A rua do Bomfim articula o centro da cidade com uma das saídas da cidade para nascente. O Bonfim começa a tornar-se uma das zonas industriais da cidade.

· A rua de S. Victor e a rua de Welesley articulam a Praça da Alegria onde está cartografado o Matadouro com a estrada marginal para Nascente.

A Sul

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· A praia de Miragaia está apoiada no Cais junto da frente construída.

· A Porta Nobre continua a marcar uma das entradas da Cidade.

· A muralha já está demolida na zona da Praça da Ribeira.

A cidade ribeirinha, no entanto, está já estendida para poente, na zona do Ouro e da Arrábida até à Foz, o que vinha acontecendo desde o século XVI, quer pela navegação no Douro quer como consequência das acções militares das Invasões francesas e sobretudo do Cerco do Porto, do qual a cartografia e a iconografia são bastante demonstrativas.

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Litografia – Planta do Porto e suas Vizinhanças /A.Mip Alvis deli, 1829 London: Dean J. Murray Lithographers

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detalhe da Litografia – Planta do Porto e suas Vizinhanças /A.Mip Alvis deli, 1829 London: Dean J. Murray Lithographers

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PLANTA DO PORTO [E ARREDORES]
Planta do Porto [e arredores] [Material cartográfico / lit. A. C. de Lemos. - Escala [ca. 1:48000], 2 Legoas [2400 braças portuguesas] = [22,15cm]. - [S.l.] : Off. R. Lithografia, [18--]. - 1 planta : color. ; 21,20x29,60 cm em folha de 26,00x36,00 cm BND

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Detalhe da planta do Porto (e Arredores)

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OPORTO 1833 Published under the Superintendence of the Societyfor the Diffusion of Useful Knowledge.

THE ENVIRONS OF OPORTO. View of OPORTO from Torre da Marca.

Drawn by W. B. Clarke Arch.t Engraved by J. Henshall.

Dim. 54x47 (40x33) cm Colecção do Arquivo Histórico Municipal

A planta de W.B.Clarke

Impressa em Inglaterra a carta de 1833 reflecte ainda, na sequência das invasões francesas e do Cerco do Porto as preocupações defensivas e de navegabilidade do Douro.Assim apesar de se centrar na cidade “edificada” apresenta duas “janelas”.

Uma no canto superior esquerdo com os Arredores do Porto, com os territórios a poente, a nascente e a sul.

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E outra na parte inferior com uma vista da entrada do Douro, já com uma expressão romântica.

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A zona esquerda da vista

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A zona central da vista

As gravuras da época, também com uma expressão romântica, mostram a importância do Douro e da extensão da cidade para poente.

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Perspectiva das margens do Rio Douro subindo-se para a Cidade do Porto. G. Kopke dei. Porto 1827. View of the banks of the River Douro on approaching the City of Oporto. C. G. Hammer sculp. Dresden. (detalhe)

Esta vista serviu de modelo para a vista que acompanha a planta de W. B. Clarke, de 1833.

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Oporto. From the Monte d‘Arabida. Painted by Lieat. Col.e Batty. Engraved by W. R. Smith. Published Dec.r 1. 1829 by Mon Boys & Graves Printsellers to the King. 6. Pall Mall

Voltando à Planta de 1839 esta apresenta a consolidação das zonas já identificadas nas plantas de 1813 planta Redonda, de 1824 de J. F. Paiva e de 1833 de W. B. Clarke, mas permite identificar novas zonas de urbanização:

1. A zona nas margens do prolongamento da Rua da Boavista para Poente

· O campo de St. Ovídio chama-se agora Campo da Regeneração (1835)

· O prolongamento da rua da Boavista – rua do Jasmim

· A rua dos Bragas (denominação da família Ribeiro Braga) já está aberta

· Em projecto (na planta sublinhado a azul) a rua entre Cedofeita e o Campo da Regeneração

Compare-se com a planta de W. B. Clarke de 1833

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detalhe da planta de W. B. Clarke 1833

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De facto, em 1838 a Câmara Municipal do Porto decidiu abrir uma rua que iria, em linha recta, do então Campo da Regeneração (hoje Pç. da República) à rua de Cedofeita, no enfiamento da rua Gonçalo Cristóvão.

Por isso o projecto foi cartografado na "Planta Topographica" mas nunca foi realizado devido à forte oposição lançada por alguns dos proprietários dos terrenos a expropriar.

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Descripção topographica dos terrenos que medeião entre o Campo de S.to Ovidio, e a rua de Cedofeita, atravez dos qaes deve passar a nova rua que se projecta rasgar de hum a outro sitio. Vê-se claramente neste Plano que para obviar a demolição da casa designada com a letra X precisa a direcção desta rua de seguir uma pequena inflecção para o lado Norte, afastando-se um pouco da direcção primitiva. Projecto de Joaquim da Costa Lima Júnior , 1839

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O quartel (1797) e a organização da praça da regeneração (S. Ovidio)

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Joaquim Villanova - Q.el de Infanteria 18

O lado nascente da praça é quase totalmente ocupado pela Casa e quinta dos Pamplonas.

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Joaquim Villanova Casa Pamplona (habitação e jardim)

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Aspecto do Jardim do Palácio dos Figueirôas - Quinta de St. Ovidio – Porto

óleo s/ tela 56,5 x 76,5 cm Museu Nacional de Soares dos Reis

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Aspecto do Jardim do Palácio dos Figueirôas - Quinta de St. Ovidio – Porto

óleo s/ tela 56 x 76 cm Museu Nacional de Soares dos Reis

Os projectos para o lado sul

Para o lado sul há um conjunto de projectos ainda de expressão neoclássica não realizados.

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Prospecto das casas projectadas do lado do Sul da Praça de Sto. Ovidio…., 1794 Champalimaud de Nussane AHMP

in BERRANCE, Luís - Evolução do desenho das fachadas da habitação Almadina - CMP 1993

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Prospecto ou Planta Geral para o lado do Sul da praça de S. Ovidio que fas faces aos Quarteis, 1795 António Pinto de Miranda

in BERRANCE, Luís - Evolução do desenho das fachadas da habitação Almadina - CMP 1993

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ESTA PLANTA MANDOU FAZER O Ill.º e Ex.º Sr.º G.º PEDRO DE MELLO BREYNER…1807 de Inácio Barros Lima AHMP

in BERRANCE, Luís - Evolução do desenho das fachadas da habitação Almadina - CMP 1993

2. A Zona entre a rua da Torrinha e a rua dos Quartéis (do Triumpho e de D. Manuel II)

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detalhe da planta de W.B.Clarke 1833

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· A rua do Breiner (Pedro de Melo Breiner, senhor da Trofa, conselheiro de Estado, embaixador das Justiças do Porto, morreu na prisão por seguir os ideais liberais) está aberta até à rua de Cedofeita.

· Está consolidado o Campo Pequeno (largo da Maternidade) com o cemitério e a capela dos Ingleses e a Casa onde se irá edificar o Palácio Pinto Leite 1852.

· A rua do Príncipe ( o futuro D. João VI e depois de 1910 Miguel Bombarda) está aberta até à rua de Cedofeita.

· O largo da Torre da Marca chama-se agora Largo da Boa Nova (da capela ainda existente)

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Joaquim Villanova — Capella Inglesa no Campo Pequeno 1833

3. A zona localizada a Nascente da Praça da Regeneração (República) estruturada pelas Ruas de Gonçalo Cristóvão e de Camões.

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A zona na planta de W. B. Clarke de 1833 e de J. Costa Lima de 1839

· A quinta do Bom Jardim, a nascente do Campo da Regeneração está já estruturada pelas Ruas Duque do Porto (João das Regras) e Gonçalo Cristóvão até à rua do Bonjardim.

· Mantêm-se a Travessa do Germalde

· Está aberta a rua de Camões entre a rua de Liceiras e a rua da Lapa.

· A Travessa da Doida dá lugar à rua de Liceiras (actual Alferes Malheiro)

4. A zona a sudeste da Praça da Regeneração

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· Abertura da Rua Firmeza (antigas travessas da Alegria e de S. Jerónimo)

edital de 13 de Junho de 1838 “…devendo a firmeza, denodo e resignação com que os portuenses valorosamente resistiram ao apertado sítio de 1832 e 1833, ter uma inscrição que, além da que lhe consagra o historiador, transmita à posteridade tantos feitos e sofrimentos dos portuenses”. (E. A. da Cunha e Freitas – Toponímia Portuense Porto 1999)

· A rua do Bolhão e a Travessa de Santa Catarina dão lugar à rua Fernandes Tomaz.

· Assinalado na Planta com o n.º 15 a fábrica de Sabão.

· É criada a praça do Bolhão.

A criação da praça (mercado) do Bolhão.

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MAPA GEOGRAPHICO do Sitio de Fradellos, comprehendendo parte da rua de S.ta Catharina, rua do Bolhão e Bomjardim, mostrando igualmente os becos, e viellas, e mais objectos que dentro desta circunferencia existe as quais vão notadas com os seus nomes competentes. 1810 Luis Ignacio de Barros Lima AHMP

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A zona nas plantas de 1813 e de J.F. de Paiva

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A zona na planta de W.B. Clarke 1833

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J. da Costa lima Júnior – projecto da Praça do Bolhão 1837 AHMP

Na legenda:

"Forma que pode tomar a nova Praça que se projecta entre as duas ruas Formosa e do Bolhão. Vê-se designada a escada que há-de descer da Rua do Bolhão ao pavimento da praça em marchas laterais e Fonte encostada à mesma escada, a qual enfia o caminho central da mesma guarnecido de arvoredos e assentos de pedra em toda a sua extensão: o meio em que cruzam as duas ruas é ocupado por um pedestal em que deve marcar-se a época da sua fundação: todo o âmbito desta Praça é dividido em quatro quarteirões, em que podem distribuir-se quatro mercados de diversos géneros e para maior ele­gância a entrada X pode ser adornada com dois obeliscos de pedra; finalmente este projecto obriga a demolir ou já de futuro os casebres do lado do nascente ao longo da rua de S. Marcai, não só para se conseguir uma largura proporcional ao comprimento da Praça mas para se substituir as actuais frentes dos mesmos casebres, por outras mais elegantes que contribuam para a sua decoração".

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com o n.º 15 a Fabrica de Sabão

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Projecto de Joaquim da Costa Lima Júnior 1838

5. A praça do Laranjal chama-se agora da Trindade.

· A travessa da Doida dá lugar à rua de Liceiras.

· Com o n.º 17 está assinalada a Assembleia Portuense

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Prospecto para a Praça da Trindade - João Francisco Guimarães 1819 AHMP in BERRANCE, Luís - Evolução do desenho das fachadas da habitação Almadina - CMP 1993

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Prospecto para a Praça da Trindade do Lado Nascente - João Francisco Guimarães 1819 AHMP

Na Legenda: “Esta parte do lado Nascente já se acha edificado, excepto o remate do meio. Esta casa pertence a Bartolomeu da Costa Lobo.” in BERRANCE, Luís - Evolução do desenho das fachadas da habitação Almadina - CMP 1993

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Foto Alvão (?) praça da Trindade (os edifício a nascente foram demolidos para a construção do Palácio dos Correios projecto do arquitecto Carlos Ramos)

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Joaquim Villanova Egreja da Trindade 1833

O local escolhido em 1802, para a sua construção foi o Largo do Laranjal. A planta do edifício foi oferecida pelo engenheiro Carlos da Cruz Amarante.

O projecto sofreu alterações durante a execução, da autoria do irmão arquitecto João Francisco Guimarães. As obras tiveram início 1803, tendo como primeiro mestre pedreiro Manuel Luis Nogueira.

A nave da nova igreja só ficou pronta em 1844. A construção da sua abóbada fez-se de 31 de Agosto a 2 de Dezembro de 1840. Abriu ao público em 5 de Junho do mesmo ano. A torre só ficou concluída em 1848. Os sinos, que vieram da Torre da Igreja dos Congregados, foram oferta de D. Maria II.

6. A rua da Restauração (primeiro rua da Bandeirinha) até Monchique, aberta a partir de 1825.

A organização dos largos da Boa Nova e da Torre da Marca onde se irá implantar o Palácio de Cristal.

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“Plano ortográphico, e de perfil da nova Rua da Restauração, para por elle se examinar a possibilidade de alterar o pavimento previamente approvado, e estabelecido em benefício dos particulares d’aquella rua, o qual sendo appresentado à Ill.ma Câmara em acta de Vistoria, ordenou que se modificasse o pavimento da mesma Rua subindo oito palmos defronte da parede divisória entre João Allen e João Mallen; em Agosto de 1835” AHMP

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Plano topographico para dirigir a continuação que deve seguir a rua nova da Bandeirinha ao sitio de Maçarellos levantado em Março 1821 AHMP

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“Plano ortográphico, e de perfil da nova Rua da Restauração, para por elle se examinar a possibilidade de alterar o pavimento previamente approvado, e estabelecido em benefício dos particulares d’aquella rua, o qual sendo appresentado à Ill.ma Câmara em acta de Vistoria, ordenou que se modificasse o pavimento da mesma Rua subindo oito palmos defronte da parede divisória entre João Allen e João Mallen; em Agosto de 1835” AHMP

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Planta aprovada em 1855 AHMP

7. A zona do Carmo

· A praça do Carmo chama-se agora Praça dos Voluntários da Rainha.

· Cria-se a Praça de Santa Teresa no antigo Largo do mesmo nome.

· O largo do Moinho Velho chama-se agora Largo do Correio Velho.

· A rua do Carregal é agora a Rua do Paço.

· O largo do Olival chama-se agora Largo dos Mártires da Pátria.

· A rua do Correio Mor é agora a Travessa das Carmelitas.

· A Rua das Carmelitas é rectificada e chama-se agora a rua do Anjo.

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Plano topographico, exigido pela Ill.ma Camara Municipal da Cidade do Porto, para mostrar alguns alinhamentos em projecto, e approvados em diversos tempos, designados com cor amarella

N. 1 Cerca e Convento dos extintos Religiosos Carmelitas, cortado pela linha tocada de amarello, para estabelecimento do Correio,

de que houve Planta approvada por Sua Magestade Imperial em 1832

N. 2 Mercado publico em projecto.

N. 3 Cerca, e Convento dos extintos Conegos do Evangelista, cuja Cerca tem de ser atravessada por hua rua do Largo de S.to Eloy,

à rua das Flores;

Projecto antigamente contractado, e approvado, pela Junta das Obras Publicas d’esse tempo

Joaquim da Costa Lima Junior 1834

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Os dois conjuntos de praças: praça de Santa Thereza, praça do Carmo e Largo de S.to Eloy e praça de D. Pedro

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“Plano topographico em que se ve o meio mais simples de estabelecer passagens, atravez da Praça dos Voluntários da Raínha e Largo dos Ferradores tornando-se assim livre o transito publico, e as Praças regulares, livres e desembaraçadas”

“Approvada. Porto em Camara 4 de Julho de 1840” Anónima - 1840 AHMP

O largo dos Ferradores

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10 Hospital do Carmo desenho de Joaquim Villanova 1833

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20 Casa Balsemão (Depois do Visconde da Trindade)desenho de Joaquim Villanova 1833

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Egreja do Carmo desenho de Joaquim Villanova 1833

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Joaquim Villanova - Egreja dos Externos Carmelitas 1833

O mercado do Anjo

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nas plantas de 1833 e de 1839

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gravura de James barão de Forrester Feira do Porto 1835

A Cordoaria

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N.º 2 Cadeia e Rellação do Porto

N.º 3 Academia Politéchnica

N.º 9 Hospital Real de S.to António

N.º 28 Casa dos Expostos

N.º 29 Quartel da Guarda Municipal

N.º 30 Novo Mercado do Anjo

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N.º 2 Cadeia e Rellação do Porto desenho de Joaquim Villanova

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A construção da Academia Politécnica

No período da Restauração constrói-se o Colégio dos Órfãos (1651) e o Recolhimento do Anjo (1672),que vem acentuar a importância que então assume a zona do Olival. O Recolhimento do Anjo tomou o nome da capelinha que lhe estava anexa. O recolhimento foi fundado, em Junho de 1672, por D. Helena Pereira da Maia.

À capela anda ligada uma curiosa lenda que atribui a sua fundação a D. Afonso Henriques, que ao por ali passar , a caminho de Guimarães, a rainha D. Mafalda, caiu num precipício. D. Mafalda invocou a protecção de Nossa Senhora da Graça e D. Afonso Henriques pediu o auxílio de S. Miguel-o-Anjo, tendo cada um deles mandado erigir no local uma capela ao santo da sua devoção.

A igreja de Nossa Senhora da Graça, do século XVII, e o recolhimento dos Orfãos , viriam a ser demolidos para a construção da Academia.

A Academia Real da Marinha e Comércio, fundada em 1803, pelo Príncipe Regente, D. João, para responder às necessidades da burguesia mercantil em ascensão da cidade, e cujo projecto inicial de Cruz Amarante pertence ainda ao neoclássico Almadino, é precisamente neste período, pela reforma de Passos Manuel, em1837 transformada em Academia Politécnica.

A construção do edifício irá prolongar-se por todo o século XIX.

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Joaquim Villanova - Academia Polytechnica (Lado da Egreja dos Orphãos)

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Joaquim Villanova Academia Polytechnica (Lado da Praça dos Voluntários da Rainha)

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Joaquim Villanova - Academia Polytechnica (Lado da Graça)

n.º 9 O Hospital de Santo António

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Joaquim Villanova - Hospital da Misericórdia (Antiga Escola Medica)

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Joaquim Villanova Hospital da Misericórdia (Lado da Restauração)

n.º 28 Casa dos Expostos

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Joaquim Villanova - Hospício dos Expostos

8. O Jardim de S. Lázaro e a praça da Alegria

Uma das “novidades” na Planta de Joaquim Costa Lima é o Jardim de S. Lázaro, primeiro jardim público do Porto.

• O Jardim de S. Lázaro (Área:5 747 m2; Perímetro: 313 m).

• A rua Direita é agora a rua de Santo Ildefonso e a rua 23 de Julho.

• A rua das Fontaínhas é rectificada.

• A parte nascente da rua do Sol é agora rua das Fontaínhas.

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o Jardim de S. Lázaro é rematado a sul pelo Recolhimento das Meninas Orfãs

N.º 14 Recolhimento das Orphans

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Joaquim Villanova - Recolhimento das Orphãs em S. Lázaro

Fundado em pelo Padre Manuel de Castro em 1763 a igreja onde terá trabalhado Nicolau Nasoni é aberta ao culto.

Em 1838 é apresentado um projecto de ampliação de uma ala e da correcção do alçado principal da ala já executada.

A poente o largo de S. Lázaro é rematado pelo Convento de Santo António, que entretanto é ocupado pela Biblioteca.

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Villanova - Convento de Santo António, hoje completamente transformado. Edifício da Bibliotheca Publica

A 11 de Abril de 1833 João Baptista Ribeiro (1790-1868) recebe ordens de D. Pedro IV para apresentar “informação circunstanciada” do espólio dos “conventos abandonados e casas sequestradas” com vista a “mandar estabelecer nesta Cidade um Museu de pinturas e estampas”. João Baptista Ribeiro apresenta dois meses depois a D. Pedro IV os estatutos do Museu Portuense que elaborou e onde preconiza a utilização da colecção para fins pedagógicos e de formação artística. Em Setembro, João Baptista Ribeiro recebe ordem para escolher um edifício para o Museu. É seleccionado o Convento de Santo António da Cidade, em S. Lázaro.

A 28 de Julho de1834, D. Pedro e D. Maria II visitam o Museu Portuense parcialmente instalado no edifício do Convento de Santo António da Cidade, ainda em obras.

Em 1836 João Baptista Ribeiro publica "Exposição historica na creação do Museo Portuense: com documentos officiais para servir à Historia das Bellas Artes em Portugal e à do Cêrco do Porto“

No mesmo ano é criada a Academia Portuense de Belas Artes por decreto de 22 de Novembro. A Academia fica instalada no mesmo edifício do Museu e da Biblioteca Pública, no extinto convento de Santo António da Cidade, em S. Lázaro.

A organização do Largo de S. Lázaro

No início do século XIX, S. Lázaro era espaço característico, mas não organizado do Porto. Formado a partir de um terreiro de feira e fonte, nos arrabaldes da cidade, ganha importância à medida que à sua volta se concentram equipamentos religiosos de prestígio e se urbanizam os espaços rurais circundantes. A feira anual de S. Lázaro notabiliza-o enquanto centro urbano e nos seus espaços plantam-se choupos e outras árvores, sinal de distinção inequívoco para a época. S. Lázaro considera-se o núcleo e o limite da zona oriental de expansão extra-muros.

É de notar que no campo de S. Lázaro passavam dois canais da Arca d’água do Campo Grande, que propiciavam a instalação do jardim

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Rua de Santo Ildefonso (B) , capela de Santo André e Campo de S. Lázaro (C), rua do Reimão (D)Arca d’ água do Campo do Poço das Patas (F)

Jardim de S.Lázaro 1834/41

A criação do Jardim Publico implica uma revolução nos hábitos da sociedade, proveniente da reformulação dos conceitos de trabalho e lazer, enquanto actividades distintas e complementares. Revela-se essencial à nova burguesia, mais ostensiva que emancipada, a libertação da prisão doméstica e a procura de momentos de convívio conjunto. O passeio impõe-se, então, como hábito de lazer, mas também, como acto de afirmação pessoal e representação social. O Jardim Público, enquanto Passeio Público, assimilará tal intuito, distinguindo-se pelo seu duplo carácter de lugar de recreio e espaço de representatividade social: salão de convívio, montra de elegâncias e de elegantes, e palco do teatro urbano.

O pequeno largo de S. Lázaro torna-se, contudo, pequeno demais para Jardim Público, e a sua envolvente, longe de propor os contextos bucólicos das Alamedas com os seus panoramas deslumbrantes, encerrava o jardim no ambiente urbano, irrequieto e sufocante. A poderosa colónia britânica, chama-lhe « mudo jardim sem memória » escarnecendo e desprezando tal Passeio Público.

Esta atitude aos poucos alastra à própria sociedade burguesa, cujos filhos frequentarão já outros passeios, frutos de novos hábitos, novas modas ...

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Projectos para a frente norte do Largo de S. Lázaro

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9. Na zona intramuros: a demolição da muralha na Ribeira e a Rua Ferreira Borges

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· Demolição da muralha na Praça da Ribeira.

· Abertura da rua Ferreira Borges.

A Ribeira

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Luís Inácio Barros Lima -Elevação para servir de modelo para a arcada do Cais da Ribeira, 1819

A rua Ferreira Borges

Em 1837, a abertura da actual Rua de Ferreira Borges levou à destruição da igreja que pertencera aos Terceiros da Ordem de S. Domingos que em 1740 substituíra a antiga igreja destruída por um incêndio (1727).

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Desenho de Joaquim da Costa Lima Sampaio(1835) in Porto Antigo http://www.portoantigo.org/

Na imagem vê-se a actual Ferreira Borges, rente ao convento de S. Francisco e sacrificando a Igreja dos Terceiros Dominicanos assinalado como sendo «projecto da Câmara».

Na proposta alternativa a nova via sairia do lado direito do convento de S. Domingos e fazendo um curva até S. Francisco, como que um prolongamento da rua das Flores.

Está indicado como sendo «Projecto do Ex.mo Brigadeiro Paulet».

No prolongamento da rua de S. João até á Misericórdia, está indicado como «Antigo projecto».

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Plano topographico que representa a actual direcção da rua Ferreira Borges pelas linhas marcadas de preto, e ao mesmo tempo a direcção que pode tomar para empedir a demolição de hua parte da igreja de S. Francisco, segundo as linhas que terminam em A.B. Joaquim da Costa Sampaio Lima 1838 AHMP

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Forma do prospecto geral para a nova rua Ferreira Borges ao lado do Nascente

Joaquim da Costa Lima Sampaio aprovado em 1838. AHMP

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Gravura de J. Holland do livro The Tourist in Portugal de W. H. Harrisson London 1839

Na gravura de J. Holland, vê-se a rua Ferreira Borges já aberta e ruínas das demolições então efectuadas.

A rua dos Ingleses

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Rua dos Ingleses pelo Barão de Forrester 1834

O Palácio da Bolsa

O Palácio da Bolsa resultou da adaptação do velho convento de S. Francisco, que em 1841 o Governo de Ávila cedeu ao " Corpo de Comércio da Cidade do Porto"para aí se instalar a Bolsa e o Tribunal de Comércio, e daí a instalação da Associação Comercial do Porto (fundada em 1834 com o nome de Associação Mercantil Portuense).
.Do projecto encarregou - se Joaquim da Costa Lima, tendo as obras sido iniciadas em 1842. (O Palácio da Bolsa foi sendo construído ao longo de todo o século XIX: o Salão Árabe é de 1862, o Páteo das Nações projectado em 1880/82, inaugurado em 1891 e dado por concluído em 1910.)
No estilo Neo Clássico de influência Paladiana, apresenta ao centro da fachada, uma "loggia" com quatro colunas que suportam um frontão preenchido por uma grinalda, com semelhanças com o Rotunda Hospital de Dublin, construído entre 1751 e 57 e projectado pelo arquitecto Richard Cassels (1690 – 1751

O Palácio da Bolsa constituiu também o motivo e o pretexto para a organização do espaço e dos arruamentos adjacentes, à época o centro das principais actividades comerciais da cidade.

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Cópia do projecto da Casa da Bolsa de Joaquim da Costa Lima. Desenho de José Luis Nogueira Juniór, 1841 AHMP
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Rotunda Hospital Dublin 1751/1757 Arch. Richard Cassels(1690-1751)

A menos da inplantação que no caso do palácio da Bolsa implica a assimétrica escadaria da entrada para vencer o desnível da rua Ferreira Borges, e das proporções da fenestração, a semelhança dos dois edifícios neo paladianos é evidente.

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25 – Caixa Filial do Banco de Lisboa 26 – Banco Commercial do Porto 11 – Hospital de S. Francisco
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desenho de Joaquim Villanova - Convento de S. Domingos (Hoje Caixa Filial do Banco de Portugal)
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Projecto de adaptação do Convento de S. Domingos a Banco Caixa Filial do Banco de Portugal

Antigo Convento de S. Domingos (Convento de Nossa Senhora dos Fiéis de Deus do Porto, 1238-1832)

“Em 1865 foi o convento e suas pertenças vendido pelo governo a particulares para fazerem edificações, e para se abrir uma nova rua. A parte do edifício occupada pelo Banco, este a arrematou, mandando em seguida apagar uma inscripção latina, que havia na fachada, e que dizia: «Esta ordem fundou a expensas suas, em sagrado átrio, este edifício notável pelas maravilhas d'arte.» O emblema da ordem remata e decora a fachada da obra que o Porto já se ufanava de possuir entre as melhores, no anno 1749, sendo prior o padre frei António Cardote. Nas excavações feitas em 1866, no sitio do convento, achou-se uma pedra de onze palmos de comprido, seis de largo, e palmo e quarto d'espessura, a qual tinha a seguinte inscripção: «S. Do Lettr.º Francisco De Mattos, cidadão d'esta cidade, e advogado dos vinte da Relação d'ella, e de sua mulher Luiza de Paiva Soares, e de seus descendentes e successores desta capella 1660. » A fonte que hoje está no jardim de S. Lázaro, pertenceu aos frades d'este convento, assim como as mezas de mármore que estão no muzeu da bibliotheca publica.”


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Levantamento da fachada do lado do Largo de S. Domingos

Hospital de S. Francisco

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Joaquim Villanova – Hospital de S. Francisco

10. O Largo de S. Eloy e a Praça Nova agora praça de D. Pedro

« Comecemos pela Praça Nova das Hortas ou de D. Pedro. Destruída a ermida da Natividade, demolida e entulhada a monumental Fonte da Arca, e arrasadas as lobregas barracas de madeira do mercado da Natividade, o antigo largo das Hortas, desobstruido de todas essas construções que lhe demoravam na parte meridional, ficara airoso e desimpedido. Sucessivamente, as vereações foram-no aformoseando. Primeiro regularizaram-lhe o pavimento e fizeram uma vasta placa central rectangular, deixando à volta uma rua não muito larga para o trânsito. Em 1841 ornamentaram-no com odoríferas e umbrosas acácias, amoreiras e magnólias, dispostas em renques. Em 1843 encerraram essa parte arborizada num forte gradeamento com portas a cada canto. (...) A Praça Nova estava um brinco ... » A.Magalhães Basto - O Porto do Romantismo, 1932

· Desaparece a fonte da Natividade

· Abre-se a rua de Sá da Bandeira (hoje Sampaio Bruno)

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Na praça de D. Pedro desaparece a ermida da Natividade e a fonte da Arca

São abertas as ruas de Sá da Bandeira e de D. Pedro

n.º 16 da legenda da Planta - Fabrica do Tabaco (não realizada)

n.º 1 A casa da Câmara

•Palácio Monteiro Pereira 1725/27. Em 1818 torna-se Paços do Concelho.
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Não é por acaso que a Casa da Câmara recebe o n.º 1 da Legenda. Em 1839, estamos já em período liberal e o poder municipal ganha importância em relaçãp ao poder central, que antes da revolução liberal de 1820, se identificava com a Coroa, o Governador da cidade e com a Junta de Obras Públicas.
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Joaquim Villanova Casa da Câmara

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Câmara levantamento in SILVA, Rafael Santos - Praça da Liberdade: 1700-1932 Dissertação de Mestrado, FLUP

Casa Morais Alão
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levantamento in SILVA, Rafael Santos - Praça da Liberdade: 1700-1932 Dissertação de Mestrado, FLUP

O convento dos Congregados

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Joaquim Villanova Egreja dos Congregados

Em 1837 é desenhada a fachada do lado da praça ‘planta do edifício dos extintos congregados que faz frente para a Praça de D. Pedro, pelo qual se devem regular os arrematantes, a fim de ver se a Câmara o aprovava’. No seguinte ano, num ‘ofício da Administração Geral remetendo a planta da alteração e regularidade que deve ter a frente do extinto convento dos congregados sobre a Praça de Dom Pedro, a fim de que a Câmara interponha um parecer a respeito da mesma planta, deliberou-se que o arquitecto da cidade fosse ouvido a tal respeito, expondo a conveniência ou defeitos que a planta levasse’.(Cf. SILVA, Rafael Santos - Praça da Liberdade: 1700-1932 Dissertação de Mestrado, FLUP)
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Prospecto para reformar a frente do edifício do Convento dos Congregados - A.H.M.P., Livro de Plantas

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Alçado principal do convento e igreja da Congregação do Oratório. O átrio, com três ordens de
escadas, ocasionava que os frontispícios comungassem do mesmo espaço, residindo na torre a sua articulação
vertical.

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levantamento da fachada Sul e nascente in SILVA, Rafael Santos - Praça da Liberdade: 1700-1932 Dissertação de Mestrado, FLUP

A fábrica de Tabaco assinalada com o n. º 16 na planta de 1839 nunca virá aí a instalar-se, já que em 1838 são proibidas dentro da cidade as fábricas de tabaco.

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Planta e perfil da Praça de D. Pedro 1839 Joaquim da Costa Lima Júnior AHMP

O Tanque da Praça Nova

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A Junta das Obras Públicas decide erguer na Praça Nova uma nova fonte desenhada por Champaulimaud de Nussane em 1794 e cuja construção decorreu entre 1794 e 1797.

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Planta baixa e elevação de huma ligeira e Formosa Fonte projectada por Ordem do Ill.º Sr.º Manoel Francisco da Silva Veiga Ex.º Chanceler Presidente das Obras Publicas, para a Praça Nova (…) D.Joze Champaulimaud de Nussane 13 de Março de 1794”image

Joaquim Villa Nova - Praça Nova (Tanque)

Um exemplo das edificações na frente poente da Praça de D. Pedro.

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Joaquim da Costa Lima Sampaio - “Cópia do que pretende acrescentar na sua casa Joze Francisco da Silva Guimaraens na frente para a Praça Nova”1823 AHMP

O Convento dos Lóios e o Palácio das Cardosas

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Planta do alinhamento determinado pela Il.ma Junta das Obras pub.as na embocadura da rua dos Clérigos para o Largo de S.to Eloy 1815 AHMP

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Joaquim Villa Nova - Loyos (Fachada)

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Levantamento da fachada do edifício das cardosas in SILVA, Rafael Santos - Praça da Liberdade: 1700-1932 Dissertação de Mestrado, FLUP

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Proposta de abertura da rua D. Maria II 1840 - Joaquim da Costa Lima Júnior AHMP

A Porta de Carros
A demolição da Porta de Carros é concretizada em 1827.
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Desenho atribuido a Joaquim Villanova, embora não figure no Album de 1833

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Anónimo - Muralha Fernandina e zona posterior do Convento de S. Bento de Avé-Maria (lado da actual Rua da Madeira)

col. Manuel Magalhães http://albuminasetc.blogspot.com/

O convento de Avé Maria de S. Bento

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Joaquim Villanova 1833 - Convento de S. Bento de Ave-Maria e egreja

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Lithographie de “scenery of Portugal and Spain”, George Vivian 1839.

10 comentários:

  1. que magnífica aula sobre história da cidade!

    aproveito para lhe pedir o seguinte: sobre a imagem que colocou com a legenda:

    «Projecto de adaptação do Convento de S. Domingos a Banco Caixa Filial do Banco de Portugal»

    seria possível dar indicação de ano, autor, fonte e já agora o texto das legendas? Agradecido desde já.

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  2. Caro Gabriel Silva de facto é mesmo um aproveitamento de uma aula de um curso sobre a Historia do Porto. Quanto à imagem, que tenho nos meus arquivos há algum tempo, confesso que não sei onde a fui buscar, e até hesitei em a publicar. Vou procurar porque também eu estou com curiosidade de saber.saudações RF

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  3. caro Gabriel Silva: apesar de tardia encontrei a referência à imagem do Convento de S. Domingos. trata-se de "modelo para uma nova Alfândega 1822 "Planta n.º 6 Frente do Convento de S. Domingos" do Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas AHMOP e reproduzida num texto do dr. Rui Basto Tavares, num álbum de 2 volumrs "Alfândega Nova - O Sítio e o Signo, por ocasião de uma Exposição com o mesmo nome no Museu dos Transportes e Comunicações em Fevereiro de 1995.

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  4. Prezado Senhor,


    Saudações.

    È possivel enviar-me cópia da imagem de G. Kopke em alta resolução para impressão ?
    Atenciosamente,

    Diego Kopke

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  5. É com grande agradecimento que o blog MONUMENTOS DESAPARECIDOS, recebe a dedicação desta "postagem". Quero dar-vos também os parabéns pelo pormenorizado trabalho de texto, dispensado à cidade invicta.

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  6. Parabéns. è um trabalho excelente.

    Vejo que alguns projectos são do meu tetravô Luis Ignacio de Barros Lima que foi Arquitecto da Câmara do Porto. Como posso aceder a dados sobre ele? Estou a fazer a árvorew genealógica da família e estava muito interessada nele e na sua obra.

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  7. Tendo iniciado muito recentemente uma disciplina de História da Cidade e Monumentos Portuenses, que ajuda amigos que aqui recolhi. Virei aqui muitas vezes.

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  8. Eu continuo a descobrir lugares interessantes neste blog.
    Eu sou um estudante de arquitetura a partir de Madrid, e estou fazendo uma pesquisa sobre o uan quinto Massarelos. Tait House, Quinta Macieirinha, rua entrequintas ... eu encontrar estas plantas para os edifícios históricos a que tenho acesso. Há lugares misteriosos nessas estradas que eu iria investigar. Obrigado por sua ajuda!

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  9. Bom dia, não seria possível facilitar as plantas da cidade em formato maior e mais legível? Faço vários trabalhos sobre a cidade do Porto e seriam instrumentos fundamentais para compreender a evolução da malha urbana.

    Excelente trabalho, muito útil!

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