Le véritable voyage de découverte ne consiste pas à chercher de nouveaux paysages, mais à avoir de nouveaux yeux. Marcel Proust - A La Recherche du Temps Perdu















domingo, 5 de dezembro de 2010

os rostos da arquitectura

Com os “Rostos da Arquitectura” pretende-se analisar as diversas figurações ou personificações, que a Arquitectura vai tomando nas artes plásticas, ao longo da história. A figuração da Arquitectura, a sua personificação apenas se inicia no Renascimento. Há no entanto modelos que vem da Antiguidade Clássica e da Idade Média. Através da  leitura destas representações podemos compreender a evolução da ideia de arquitectura.

 

Os antecedentes

A Antiguidade Clássica

As Musas

As Artes eram personificadas pelas Musas. Estas, filhas de Zeus e de Mnemosis (Memória) eram 9 irmãs, filhas de nove noites de amor. As musas eram Calíope (eloquência), Clio (história), Polímnia (pantomina), Euterpe (música), Terpsícore (dança), Erato (poesia lírica) Melpomene (tragédia) Tália (comédia) e Urania (astronomia). Todas eram figuradas com instrumentos e elementos da sua Arte.

Aquela cujo modelo irá servir, parcialmente para a Arquitectura é Urania, figurada com um ponteiro ou um compasso e com o globo celeste.

Urania: A Astronomia / Astrologia

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Estátua romana em mármore de Urania século II ou I A.C. (encontrada em Málaga).Museu Arqueológico de Espanha Madrid

Aos seus pés a esfera celeste.

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Urania Clementino Musei Vaticani

A cabeça e o tronco são em mármore, cópia romana de um original grego do século IV A.C. O resto do corpo é mais recente, já que a cabeça não pertence ao corpo. Pertencia à Villa Adriana perto de Tivoli, 1786 (cabeça). A estátua pertencia ao Palazzo Ginnetti em Velletri e encontra-se no hall das Musas do Museu Pio-Clementino. Na mão esquerda a esfera celeste e na direita um ponteiro.

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Estátua em mármore de Urania, fazia parte de um grupo representando Apolo e as Musas. cópia romana do século I D.C., de um original helenístico. A cabeça, os braços e o globo foram restaurados no século XIX.

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Urania – detalhe de um túmulo segunda metade do século II

mármore 92 x 206 x 68 cm Museu do Louvre Paris

Urania pensativa, apoia-se numa coluna e com um ponteiro indica o globo celeste a seus pés.

Para além da Antiguidade Clássica Urania será representada ao longo da história da arte, mantendo os atributos que a caracterizam. O ponteiro é agora substituído pelo compasso.

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Pierre Mignard (1612-1695) - As Musas Calíope, Urania e Terpsícore óleo s/ tela 1.78 m x 1.33 m Château Fontainebleau

Urania, com uma aura de estrelas, apoia o braço esquerdo no globo celeste tendo na mão o compasso. A mão direita agita uma écharpe (a Via Láctea?).

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Francesco Cozza (1605–1682) - Alegoria da Astronomia (Urania) from 1660 a 1670

óleo sobre tela 72 × 61 cm Museu Nacional de Belas Artes Rio de Janeiro, Brasil

Urania alada e com uma aura de estrelas, tem na mão direita um compasso e na esquerda uma tábua. O pé direito apoia-se na esfera celeste

A Idade Média

As sete artes liberais

A expressão e o conceito de artes liberais foi utilizado no ensino das Universidades medievais. As sete artes liberais são identificadas com as sete irmãs da Filosofia e ainda com os sete degraus para o Divino.

O Triúnvio e o Quadriúnvio

As sete artes liberais estavam divididas em dois grupos: o trivium e o quadrivium. Do trivium faziam parte a gramática, a retórica e a lógica, e do quadrivium a aritmética, a música, a astronomia e a geometria.

Mantém-se a Astronomia das Musas da Antiguidade, mudando um pouco os atributos, e aparece a Geometria a quem é agora atribuído o compasso, e por isso a percursora, alías lógica da Arquitectura.

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Herrad von Landsberg (1160/70 – 1195), Abadessa do Mosteiro de Sainte-Odile (Alsácia), - Septem Artes Liberales in Hortus Deliciarum (Jardim das Delícias) 1180

O original que se encontrava em Estrasburgo foi destruído em 1870, na guerra Franco-Prussiana, existindo cópias de 1818.

Esta imagem apresenta-se como uma rosácea de uma igreja, com um círculo central e uma série círculos incompletos em volta.

No meio do círculo central a Filosofia em majestade, sentada num trono e com uma coroa com três cabeças: a Ética, a Lógica e Física. Nas mãos uma fita com Toute sagesse vient de Dieu, seuls les sages peuvent faire ce qu’ils désirent.

Na outra metade do círculo central, sentados a escrivaninhas Sócrates e Platão.

Fora da composição dos dois círculos quatro homens sentados em escrivaninhas, excluídos do mundo da filosofia. São poetas e mágicos “guiados e instruídos por espíritos maus, impuros que apenas produzem contos ou fábulas, poesias ligeiras e frívolas, ou receitas de magia”. Os maus espíritos são representados por pássaros negros que sopram na orelha de cada homem.

As sete artes liberais
Da Filosofia “Eu, a divina Filosofia reino sobre todas as coisas com sabedoria; eu governo sobre as sete artes que me estão subordinadas”, nascem sete fontes, quatro para a direita e três para a esquerda, que representam as sete artes liberais: o trivium constituído pela Gramática, a Retórica e a Dialética, e o quadrivium constituído pela Música, a Aritmética, a Geometria e a Astronomia. Cada uma traz os instrumentos e os atributos e é referenciada pelo texto inscrito no arco do círculo.
A Geometria

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A Geometria tem um compasso na mão e na legenda está escrito: “É com exactidão que eu meço as terras”.

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Iluminura medieval de autor desconhecido (século XIV) existente na Cambridge University Library

Na coluna da esquerda o Triunvio e na da direita o Quadriunvio.

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A Geometria à direita com Euclides segurando dois círculos que definem um triângulo.

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As sete artes liberais miniature; ca. 118 x 84 mm França século XIV Rotschild Canticles – siglos XIII-XIV, f. 6v, Northern France. Yale University 
Na s vinhetas identificam-se a Gramática, a Astronomia, a Aritmética e a Geometria, sentadas em bancos e com etiquetas e atributos. Nesta iluminura, a Gramática substitui a Música no quadrivium.

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A Geometria - Detalhe de uma iluminura numa Capitular P dos Éléments d'Euclide,1309 - 1316, tradução atribuída a Adélar de Bath, produzida em Paris. The British Library

Uma figura feminina com um esquadro na mão esquerda e na mão direita utiliza um compasso para medir as distâncias num diagrama.

As sete artes liberais como tema das artes plásticas

As sete artes liberais, serão também tema das artes, para além da Idade Média.

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Marten de Vos (1532–1603) Alegoria das Sete Artes Liberais 1590

óleo sobre madeira 1,47 × 2,00 m. Colecção privada.

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A Geometria, vestida à época, tem um compasso na mão com que mede um globo terrestre e tem na cabeça uma coroa em forma de muralha com torres. No chão dois esquadros. Ao seu lado a Aritmética escreve numa tábua. Junto aos pés um livro onde se lê “Pitágoras”.

Geometria

Muitas das imagens da Geometria irão confundir-se com imagens da Arquitectura.

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Francesco Botti (1640-1710) La Géométrie séc. XVII óleo sobre tela 62 x 55 cm. Musée des beaux-arts Chambéry

A figura feminina usa um compasso sobre um papel de forma pentagonal.

O Pentágono simbolizava a Harmonia Universal, estando na base da Secção de Ouro (ou Divina Proporção). A partir do pentágono pode construir-se o Pentagrama, estrela de cinco pontas a partir de dois triângulos isósceles. O Pentagrama é o símbolo da ligação entre o Céu e a Terra.

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Pierre Le Gros II (1666-1719) La Géométrie finais do século XVII/início do século XVIII

mármore 86,3x71,7x39 cm. Museu do Louvre

Uma figura feminina em torso, usa um compasso sobre uma tábua.

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Geometriam ab aegyptus primo inventa est 1544 Impr. por Monogrammist B 1544 Itália dim. 16,5x10,7 cm. British Museum
A Geometria, aqui representada por uma figura feminina nua, sentada em sólidos geométricos e segurando para além de um esquadro, um fio de prumo que se tornará um dos atributos da figuração da Geometria e da Arquitectura.

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Frans Floris (1519/1520 - 1570) Vestigare geometriae intervalla locorvm est, qvamqve alto, longa, et lata rervm corpora 1565

gravura 22,5x28 cm.impr. Cornelis Cort (1533?-1578), British Museum

Num cenário de ruínas da antiguidade a Geometria mostra um conjunto de atributos com que será muitas vezes representada: O compasso com que mede o globo terrestre, a coroa de em forma de muralha com torres (as cinco torres designam na heráldica a cidade), e no chão esquadros, réguas e compasso. Na parte inferior uma rã e uma serpente, animais símbolos da Terra. A Rã está ainda associada na mitologia egípcia e clássica à fertilidade.

A mesma figuração numa estampa cem anos mais tarde.

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Cleyn, Franz (1582-1658) Geometria 1645 Gravador:Thomas Rowlett, 1621-1652

gravura 18,2 x 13,9 cm.Herzog Anton Ulrich Museum

A Geometria é representada com uma coroa em forma de torre ou de castelo medindo o globo terrestre com um compasso. De novo a presença da rã e da serpente. Dois homens observam atentos.

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Georg Pencz, (1500-1550) Geometria 1501 - 1550

Gravura em cobre 76 x 51 cm. Herzog Anton Ulrich Museum

A Geometria,sentada junto colunas e a uma janela, com um génio ou puto, o qual  numa mão segura uma régua e com a outra segura uma tábua em que a Geometria desenha com um compasso. A figura feminina coroada de louros, segura ainda com a mão direita uma outra tábua. No chão um esquadro e diversos sólidos.

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Francesco Primaticcio (1504 - 1570) Geometria. Vis urbes...feres” antes de 1591

gravura 27,3x 18,8 cm. publicado por Antonius Wierix (1555/1559 - 1604) British Museum

A Geometria é aqui representada por uma mulher com um seio descoberto, com um chapéu e uma capa esvoaçante, segurando no braço esquerdo um triângulo com o fio de prumo, como se fosse uma bandeira, numa atitude bastante dinâmica como se comandasse as figuras masculinas que a rodeiam armados dos instrumentos de medição.

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Alexandro Vallaeo Barroducaeo (1576 – 1625) Geometria spatia Terrarum ... lustrat Flumine ac.

Gravura em cobre 146 x 104 Herzog Anton Ulrich Museum

A Geometria coroada com uma cidade amuralhada usa o compasso para medir o globo terrestre. No chão entre os instrumentos uma rã evocando Hécate, e uma serpente animais associados à Terra.

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Maarten de Vos  (1532 - 1603) Geometria  "Mensuras rerum...locusque loco" 1590-1637
gravura 16x9,2 cm. impr. Crispijn de Passe the elder (1564 – 1637 British Museum

A  Geometria é figurada numa personagem feminina medindo com o compasso o globo terrestre na base do qual figura a Rã. Junto da base do globo esquadros e o fio de prumo. No fundo à direita operários constroem um edifício e à esquerda figura agora um navio, mostrando a importância que adquire a geometria na arquitectura naval.

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Georg Braun (1541-622); Franz Hogenberg (1535–1590) ; Simon Novellanus (15?? - c.1590)

Beschreibung vnd Contrafactur der vornembster Stät der Welt, Colónia 1582

No rosto do célebre álbum de Braun e Hogenberg, com as imagens de cidades, também uma figura feminina com esquadros e compasso, rodeada por dois globos preside num trono. Ela figura a Geometria e a Arquitectura. Na legenda ORNAM(EN)T.ORB.TERR. No globo da esquerda POSTERI(TA?) e no globo da direita CONSVLTVN. Na figura da esquerda ARCIVUM IN VENTRIX e na da direita OPIDOR AVCTOR.

Nos painéis da base, da esquerda para a direita: ARCHITECT. RVDIM. / CONSOCIAT.HVMANI.GEN.ORIGO. / DOMICIL.TYROCIN.

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Jean Leblond (1605-1666) – La Geometrie

A Geometria é personificada por uma mulher jovem, a três quartos sentada defronte a um globo, com um compasso e um triângulo.

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Girolamo Ticciati (1676-1744) Alegoria da Geometria – Túmulo de Galileo Galilei igreja de Santa Cruz Florença 1737

Uma Geometria inconsolável, tendo na mão esquerda uma tábua com figuras geométricas.

No outro lado do Túmulo a  Astronomia por Vincenzo Foggini (?-1755). Ao centro o busto de Galileo Galilei.

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A arquitectura

No século XVI, começam a aparecer figurações da Arquitectura, por vezes confundindo-se com a Geometria. Muitas delas pertencem aos rostos ou estampas dos Tratados de Arquitectura que então proliferam.

Essa representações, são em forma de figuras femininas, acompanhadas ou não por outras artes, ou em forma de puti, também acompanhados ou não de outras artes. Por vezes surgem as duas representações na mesma imagem.

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Vitruvius: Architettura : Con Il Svo Com[m]ento Et Figvre Vetrvvio / In Volgar Lingva Raportato Per M. Gianbatista Caporali Di Pervgia
Perugia: Bigazzini, 1536. HEIDI Biblioteca de Heidelberg

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A Arquitectura senta-se num trono tendo na mão direita uma espada e na esquerda um esquadro com fio de prumo.

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Giovanni Bandini (1540-1599) l'Architettura no túmulo de Miguel Ângelo em Florença

Faz parte do conjunto da figuração das três artes a que Miguel Ângelo se dedicou.As outras esculturas são la Pittura de Battista Lorenzi(1527-1594), la Scultura de Valerio Cioli (1529 - 1595),

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Giorgio Vasari (1511-1574) -túmulo de Miguel Ângelo 1570  Basílica de Santa Cruz, Florença

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Jean Boulogne(1529-1608) Arquitectura ou Geometria c.1580 (réplica em mármore,142 cm, já que o original se perdeu) Walters Art Museum Baltimore

After Giambologna (Flemish, 1529-1608). 'Allegory of Architecture,' ca. 1580 (model); 18th century (cast). brass. Walters Art Museum (54.689): Acquired by Henry Walters.

Jean Boulogne (1529-1608)  Alegoria à Arquitectura c.1580 (réplica em bronze, 34,5 cm.já que o original se perdeu) Walters Art Museum Baltimore

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Dietterlin, Wendel - Architectvra Von Außtheilung, Symmetria vnd Proportion der Fünff Seulen, und aller darauß volgender Kunst Arbeit, von Fenstern, Caminen ...Nuremberg, 1598 HEIDI Biblioteca de Heidelberg

Na estampa, a Arquitectura, de seios descobertos e casco na cabeça, tendo nas mãos o compasso, ponteiro e pincéis, ajoelha junto de Apolo.

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Federico Zuccaro (cerca 1540-1609) L’Architecture (Alegoria da Arquitectura, a Pintura, a Escultura)

desenho tinta castanha, lavis, pena e realces a branco 19,5 x 18,0 cm. Musée du Louvre

Fazendo parte de um conjunto de alegorias às três artes, a Arquitectura é representada tendo na mão direita o compasso e na esquerda esquadro, uma tábua e um rolo de pergaminho.

 

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Giambattista Zelotti (1526 -1578) Arquitectura

fresco 98 x 77 cm. villa Emo de Andrea Palladio (1508-1580) Fanzolo Treviso 1558

A representação da Arquitectura, é feita por uma figura feminina, com um véu e um bracelete,  num cenário de arquitectura clássica, que folheia um livro com desenhos de arquitectura. Apenas ao lado sobre folhas de papel está um compasso. A alegoria é acompanhada pela representação da Música, Escultura, Poesia e Astronomia.

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Pierre Biard (1559-1609) - L'Architecture, la Peinture et la Sculpture discutant devant un temple

Estampa Museu de Belas Artes de Nancy

A Arquitectura, ao centro dialogo com as duas outras artes.

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Giovanni Francesco Rustici (1575 - 1626) Alegoria da Pintura e da Arquitectura 1620

óleo sobre tela 152 x 140 cm. Museu do Hermitage, São Petersburgo Rússia

A Arquitectura ouve a Pintura.

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Bernardo Strozzi (1581-1644), Alegoria da Pintura, Escultura e Arquitectura c.1640

óleo sobre tela 97 x 130 cm Galleria degli Uffizi Florença

A Arquitectura, ao centro com um fio de prumo parece dialogar com a escultura, enquanto a Pintura desvia o olhar.

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Pietro Ferrerio (1600-1654), (Giovanni Giacomo de Rossi c.1627 - 1691), Palazzi Di Roma De Piv Celebri Architetti Roma, 1655

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Num cenário de uma rua de Roma, ergue-se um monumento em que a Pintura de um lado e a Arquitectura do outro, seguram um pano onde se escreve uma dedicatória.

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John Chantry - “The First Book of Architecture by Andrea Palladio”, traduzido por Godfrey Richards' (1663?),1660-1663

gravura 15,2x10,4 cm.

A Arquitectura está sentada num nicho decorado com frutos, e segura na mão direita um compasso, e na esquerda um rolo de papel onde está desenhada uma plnta de um edifício.  A seus pés esquadros, réguas e um livro. Dois puti seguram uma cartela onde se inscreve o título do livro.

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Jacques Aliamet (1726–1788) d’aprés Charles Eisen (1720–1778)Allegory of architecture.

Frontespício de Marc-Antoine Laugier (1713-1769) - Essai sur l’Architecture, Paris, Duchesne,1753

A Arquitectura, uma figura feminina acompanhada de um puto aponta “a pequena cabana rústica, o modelo a partir do qual “foram imaginadas todas as magnificências da Arquitectura.”

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Pietro Ferrerio (1600-1654) Palatiorum Romanorum a Celeberrimis sui aevi Architectis erectorum pars prima

Nuremberga c.1694

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A Arquitectura é representada como uma escultura num templo clássico, uma figura feminina vestida com uma túnica, tendo numa mão um compasso e na outra uma vara e um fio de prumo. No pedestal o título do livro e o autor e o local da impressão.

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Joseph Furttenbach (1591 – 1667) - Architectura vniversalis: das ist: von Kriegs-, Statt- u. Wasser-Gebäwen ; erstlich, wie man d. Statthor u. Einlaß zu Wasser u. zu Land ... erbawen ; zum andern, wie im Stattgebäw d. Schulen ... zuverfertigen seyen ; drittens, in was Gestalt auff d. siessen fliessenden Wassern, d. wehrhaffte Flöß, sowol auch d. Schiff u. Ulm, 1635

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A Arquitectura é representada por uma figura feminina do lado direito, sentada sobre palácio renascentista, tendo na mão esquerda um compasso e na mão direita uma régua. Por sobre a cabeça a planta de um edifício. Sob o retrato do autor lê-se: “Con la Patienza S’aquista Scienza” (Com a Paciência adquire-se Ciência). Por baixo uma embarcação.

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Anónimo Allégorie de l'Architecture séc. XVII Sanguínea 31,9 x 36,1 cm. Musée Bonnat Bayonne

Uma frívola (!) Arquitectura senta-se numa volupta tendo na mão um espelho, enquanto dois puti parecem brincar com os instrumentos da Arte, compassos e esfera.

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Abraham Bosse (c.1604-1676) capa para “La Pratique du trait à preuves de M. Desargues pour la coupe des pierres en architecture” “par A Bosse a Paris en Lisle du palais a la rose rouge 1643 avec Privilege du Roy”. Paris,1643. dim. 14x8,7 cm. British Museum

O livro de Abraham Bosse refere o arquitecto Girard Desargues (1591 – 1661). A Arquitectura é representada por uma jovem, com um seio desnudado, exibindo um pergaminho com o título da obra, num cenário arquitectónico. No chão esquadros, compasso, fio de prumo e sólidos geométricos parcialmente desenhados.


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Antoine Le Pautre (1621–1679) Les Oeuvres D'Architectvre D'Anthoine Le Pavtre Paris, 1652

Uma Arquitectura sentada no que parece ser o pedestal de uma estátua, com um rosto algo rústico e uma coroa de louros na cabeça, segura na mão direita um compasso e na esquerda ajudada por um puto alado, segura um medalhão com o título da publicação. No degrau um globo terrestre, uma paleta e uma planta. Ao fundo uma montanha.

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Georg Andreas Böckler (1644–1698) Architectura Curiosa Nova, Nuremberga, 1666

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Defronte de um fundo Arquitectónico a Arquitectura, rainha das artes, é representada por uma escultura de uma figura feminina, que com a mão direita segura um compasso e na esquerda uma planta de um edifício. Na cabeça uma coroa em forma de castelo ou cidade muralhada com torres. Por terra, esquadros, réguas livros, um relógio de sol, e instrumentos de projecto ou ligados à construção.

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Abraham Bosse (1602-1676) Des Ordres Des Colo[n]nes en l'Architecture, et plusierus au[tr]es dépendances dicelle, Paris, ca. 1690

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A Arquitectura é representada por uma estátua de uma figura feminina, tendo na mão direita uma régua e um fio de prumo, e na esquerda um espelho. Aos pés uma palete e pincéis e um livro. No pedestal a inscrição “La Reyne des Arts” (A Rainha das Artes).

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Augustin Charles Daviler (1653-170)(Vignola;Leonhard Christophe Sturm)

Auszführliche Anleitung zu der gantzen Civil-Baukunst : Worinnen Nebst denen fünff Ordnungen von J. Bar. de Vignola, Wie auch dessen und des berühmten Mich. Angelo, vornehmsten Gebäuden, Alles was in der Baukunst ... vorkommen mag, berühret, an deutlichen Beyspielen erkläret, und mit schönen Rissen erläutert Amsterdam, 1699

A Arquitectura senta-se num trono de pedra, tendo por fundo um conjunto de ruínas romanas. Na mão direita segura um compasso e na mão esquerda um medalhão com o retrato de Giacomo Vignola. Aos pés um capitel coríntio.

Numa edição posterior da mesma obra, sob um pórtico clássico, uma jovem arquitectura avança para o medalhão com o retrato de Vignola, tendo na mão esquerda um fio de prumo e na direita o desenho de uma planta. O desenho é de Edmonde Bouchardon (1698 – 1762).

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Augustin Charles Daviler (1653-1701) - Cours d'architecture qui comprend les ordres de Vignole: avec des commentaires, les figures & les descriptions de ses plus beaux bâtimens, et de ceux de Michel-Ange ...Paris, 1760

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Edmonde Bouchardon (1698 – 1762) L’Architecture 1730/38 - Sanguínea sobre papel beije 20,7 x 14,2 cm Musée national Magnin Dijon França

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Bartholomeus Spranger (1546 –1611)- La Peinture, la Sculpture et l'Architecture 16_?

óleo sobre tela 143,5x110,5 cm Museu de Grenoble

As três artes elevam-se ao Olimpo, conduzidas pela Fama (com a trombeta). Em baixo diversas personagens com bandeiras, aclamam as Artes figuradas por uma escultura, uma pintura e um edifício ainda em construção.

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Paul Decker (1677-1713), Fürstlicher Baumeister, Oder Architectura Civilis Augsburg, 1711

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A Arquitectura ricamente vestida senta-se num trono de nuvens, tendo na mão direita uma folha com um desenho arquitectónico (alçado) e na esquerda um compasso. Dois génios trazem-lhe uma coroa.

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Jean Du Breuil (1602-1670) Johann Christoph Rembold Perspectiva practica, Augsburg, 1710

Desenho de Paul Decker (1677-1713)

Minerva, sentada e apoiada a uma mesa, num cenário de arquitectura clássica, assiste a uma exposição da Arquitectura, rodeada por duas outras figuras femininas (a Pintura e a Escultura?). No chão dois génios brincam com os instrumentos de desenho.

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Nikolaus Goldmann (1611-1665) , Leonhard Christoph Sturm (1669-1719)

Der auserleßneste und Nach den Regeln der antiquen Bau-Kunst sowohl, als nach dem heutigen Gusto verneuerte Goldmann, Als der rechtschaffenste Bau-Meister, oder die gantze Civil-Bau-Kunst Augsburg, 1721

Desenho de Paul Decker (1677-1713)

Minerva sentada numa nuvem, entrega um esquadro e um compasso à Arquitectura, enquanto a Escultura lhe coloca na cabeça a coroa da Rínha das Artes. A pintura de frente observa. No primeiro plano uma figura feminina desenha pensativa enquanto um génio utiliza o compasso perante a curiosidade do outro.

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Jean Baptiste Warin(1604-1672) - Relógio de bolso com alegoria às três Artes c.1725
Ouro, latão dourado e esmalte, diâmetro 5,10 cm. Departamento de Objectos Museu do Louvre Paris

Representação das três Artes e da Glória, como motivo decorativo de um relógio. No interior uma figura masculina desenha numa paisagem com edifícios.

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Louis Boullogne le Jeune (1654-1733) L’Architecture

papel cinzento realçado a branco carvão 20x16 cm. Museu do Louvre

A Arquitectura paira numa nuvem, envolvida numa mandarla, com uma vara na mão direita, uma tábua com um desenho de arquitectura sob o braço esquerdo e a convencional coroa na cabeça.

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Alessandro Pompei (1705-?) - Li Cinque Ordini Dell'Architettura Civile Di Michel Sanmicheli Rilevati dalle sue Fabriche: E descritti e publicati con quelli di Vitruvio, Alberti, Palladio, Scamozzi, Serlio, e Vignola Verona, 1735

Uma descontraída Arquitectura, arregaçando o vestido, admira o medalhão com o retrato de Veronese (Michel Sanmicheli)  indicado pelo puto. No chão, vários utensílios de desenho e papeis. 

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Jacques François Blondel (1705 -1774), De la distribution des maisons de plaisance et de la décoration des édifices en général, Paris, 1737

Junto à base de um enorme pilar, e tendo por fundo uma paisagem urbana (Paris?), a Arquitectura sem atributos coloca uma coroa de louros sobre um medalhão onde está desenhada um jardim. Três génios (as três artes) rodeiam o medalhão, que encosta às ruínas de uma coluna de ordem coríntia.

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Pombeo Girolamo Batoni (1708 - 1787) Alegoria das Artes 1740

No quadro cinco Artes: Escultura, Pintura, Arquitectura, Música e Poesia.

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A Arquitectura, num plano superior e olhando o espectador, tem na mão direita um compasso e na esquerda que aperta a cintura um esquadro.

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Johann Friedrich Penther (1693-1749) - Ausführliche Anleitung zur bürgerlichen Bau-Kunst, Augspurg, 1744

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A Arquitectura num trono e coroada observa os desenhos arquitectónicos que lhe são apresentados por quatro puti ou génios.

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Francesco De Mura (1696–1782) Alegoria das Artes c.1747 e 1750

Bandeira de porta 144 x 132 cm. Museu do Louvre Paris

A Arquitectura, rainha das artes, é representada por uma figura feminina envolta numa longa écharpe, sentada tendo na mão um compasso. A Escultura é representada por um busto, a Pintura por uma paleta, a Música por um violino e uma partitura, e a Poesia por um livro. O globo zodiacal é uma alusão à harmonia celeste. Ao fundo uma paisagem com árvores e montanhas, numa alusão à Natureza.

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Alegoria à Arquitectura - Escultura na Fachada da Galeria de Pintura do Palácio de Sanssouci,(1755 /1764) em Postdam, Alemanha

Arquitecto Johann Gottfried Büring (1723– depois de 1788)

A Arquitectura apresentando um pergaminho, faz parte de um conjunto de esculturas que adornam os diversos nichos da fachada da Galeria de Sanssouci.

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L' Architecture 1774 (faz parte de um conjunto das três artes na escadaria do Hôtel Fleury)

pedra 200x71cm École Nationale des Ponts et Chaussées (antigo Hôtel de Fleury) Paris

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Anónimo – Alegoria da Arquitectura século XVIII

Carvão e lavis 7,9 x 16 cm. Departamento de Artes Gráficas Museu do Louvre

A Arquitectura, de pé, tendo na mão esquerda um esquadro, aponta aos génios ou puti, que manuseiam os instrumentos do ofício, uma paisagem urbana, com uma ponte onde passa uma carruagem.

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Francesco Trevisani (1656-1746) – Alegoria da Arquitectura século XVIII

óleo s/ tela 96x72 cm Museum of Fine Arts, Springfield, Massachusetts

A Arquitectura acompanhada por um génio olha um fio de prumo enquanto na mão esquerda segura um compasso.

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The Three Muses of the Arts, c.1790 © Bridgeman Art Library / Private Collection / © Charles Plante Fine Arts

A Arquitectura ao centro exibe um desenho e segura o compasso.

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Charles-Antoine Callamard (1769 – 1821)
Apolo, a História, a Fama, a Pintura, a Arquitectura e a Escultura c. 1807 Terra cota 22 x 47 x 03 cm. Arco do Triunfo de Carrousel 1809 Paris

Rodeando as armas de Itália as figuras de Apolo, da História e da Fama à esquerda. À direita as três artes maiores: a Pintura, a Arquitectura e a Escultura.

Trata-se de uma alusão às obras de arte italianas trazidas para o Museu do Louvre, como os Cavalos de S. Marcos colocados no topo do Arco de Carrousel.

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Detalhe – as três Artes

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Karl Marcell Heigelin (1798-1833) Lehrbuch der höheren Baukunst für Deutsche Leipzig 1829-1833

A Arquitectura coroada, segura na mão direita um ponteiro e na esquerda um livro com uma figura geométrica. Na base do pedestal um esquadro. Na frontaria da galeria  diversos instrumentos e utensílio de construção. Dois jovens ladeiam a figura central, um como compasso e o outro com o esquadro. O desenho é muito esquemático não tendo a qualidade das gravuras dos séculos anteriores.

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Eugène-André Oudiné (1810-1887) L'Architecture - Société centrale des architectes 1840

Médaille biface prata diam. 45 cm. Paris, musée d'Orsay

Uma cabeça da Arquitectura com uma coroa em forma de cidade e um compasso, representam a Sociedade dos Arquitectos

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Guillaume Alphonse Cabasson (1814-1884) L’Apothéose de Napoléon III 1854

óleo sobre tela 65 x 81cm. Museu de Compiègne

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Detalhe de L’Apothéose de Napoléon III – As Três Artes

As três artes seguem o carro solar onde Napoleão III (como se fosse Apolo), fardado e de mão dada com a França,  é anunciado pela Fama (trombeta) e coroado pela Glória (coroa de louros).

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William Brodie (1815- 1881) The Genius of Architecture 1862 West Princes Street Gardens, Edinburgh

A Arquitectura coroada, acaricia dois génios junto a um tronco de coluna.

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Real Assoc: dos Archit: Civis e Archeol: Portug: 1875

Uma Arquitectura de braços abertos, segurando dos coroas de louros, tem por detrás um templo romano e uma ruínas.

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Francisco Vieira [Vieira Portuense] A Escultura, a Pintura e a Arquitectura 1880

Desenho a carvão 19,9 x 26,1 cm Museu Nacional de Arte Antiga

Vieira coloca a Pintura ao centro dialogando com a Arquitectura, que lhe mostra uma folha de papel com um desenho.

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Juli Monteverde A Arquitectura 1883 no túmulo do Arq. Carles Sada (-1873) in La Ilustració Catalana

Uma Arquitectura melancólica e com traje clássico, apoia-se no túmulo do arquitecto, tendo na mão um compasso aos pés livros.

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Daniel Chester French (1850-1931) Arquitectura no “Richard Morris Hunt Memorial" 1898/1901 New York City

A Arquitectura tendo nas mãos uma maqueta de um edifício, faz parte, com a Pintura e o busto do arquitecto Richard Morris Hunt (1827-1895) - autor do pedestal da Estátua da Liberdade - de um conjunto de três esculturas de Daniel Chester French (autor em 1920 da célebre estátua de Abraham Lincoln sentado no Lincoln Memorial, em Washington), para o memorial do arquitecto junto ao Central Park.

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A Construcção Moderna 1900

As três Artes encavalitam-se num arco, que em corte se vê o andaime, e de onde pende um esquadro e um compasso.

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António Fernandes de Sá (1874-1959)– Arquitectura, Túmulo do Visconde de Valmor (faz parte de um conjunto de 4 esculturas, Pintura e Escultura de Teixeira Lopes (1866-1942), e Gravura, de Tomás Costa (1861-1932).

A Arquitectura senta-se num dos quatro cantos do túmulo, apoiando-se num capitel clássico.

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Túmulo do Visconde Valmor 1902 Arq.º Álvaro Machado (1874-1944) Cemitério do Alto de S. João

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Sociedade dos Architectos Portuguezes 1902

Tendo como fundo templo clássicos, a Arquitectura em perfil e coroada de louros.

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Paul Cauchie (1875-1952) – painel das Artes 1905 fachada Arte Nova da casa própria 1905 Bruxelas

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Detalhe do Painel – A Arquitectura tendo na mão um edifício.

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Henri Laurens (1885-1954) L'architecture 1928-1932
bronze com patine castanha escura 20.6 x 27.3 x 26.6 cm. Los Angeles County Museum of Art

A Arquitectura de Henri Laurens é realizada numa época em que o escultor expunha com Picasso e Braque. A escultura, onde não figuram os atributos da Arquitectura, é no entanto uma das primeiras obras a introduzir o vazio na composição escultórica, antecipando a Heny Moore.

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Mario Sironi (1885-1961) - Arquitectura o Trabalho na cidade 1934

óleo sobre tela 3,50 x 3,50 m.

Faz parte de um conjunto de duas telas - a outra é a Agricultura – o Trabalho nos campos - pintadas para Palácio dos Correios de Bergamo, (projectado entre 1932 e 1934 pelo arquitecto Angelo Mazzoni), onde se mantiveram até 1973, tendo sido então levadas para o Ministério dos Correios e Telecomunicações em Roma. Bergamo reivindica que voltem ao lugar de origem.

A Arquitectura vestida com uma túnica branca, observa o trabalho de operários que constroem a cidade. Esta é representada por formas arquitectónicas geométricas, onde sobressaio arco, para o regime de Mussolini o símbolo por excelência da arquitectura da Roma Imperial. Do lado direito estátuas, frisos e um obelisco com hieróglifos. Toda a composição tem um ambiente metafísico movimento a que Sironi esteve temporariamente ligado.

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Pietro Maria Bardi (1900-1999) – Susana (a arquitectura moderna) entre os Velhos (os académicos) in Quadrante n. 18 Outubro 1934.

A Arquitectura senta-se em edifícios do Movimento Racionalista da Itália dos anos 30, de que a revista Quadrante foi uma das divulgadoras, e cobre a sua nudez, dos velhos que a observam e criticam, representando a arquitectura académica e clássica. Essa conotação é sublinhada pelo edifício neo-clássico no fundo do quadro.

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Leonor Fini (1907 –1996) Pintura e Arquitectura 1938 óleo sobre painel 66 x 27 1/4 pol. 1938

Leonor Fini, pintora surrealista, representa as duas artes vestindo-as com atributos e instrumentos a elas normalmente associadas. Assim a Arquitectura tem uma sai com desenhos arquitectónicos, um cinto que é uma fita métrica articulada, os ombros e os cotovelos com esquadros.

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Architettura – Palazzo della Civiltà italiana EUR Roma 1939

A Arquitectura com uma túnica romana segura um desenho arquitectónico que descreve com a mão direita. O pé esquerdo avança sobre uma coluna truncada.

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Álvaro de Brée (1903-1962) – Arquitectura (I Congresso de Arquitectura 1948) Jardins da Escola Superior de Belas Artes do Porto (FBAUP)

Para duas ou três gerações de arquitectos do Porto, esta foi a primeira visão da Arquitectura!

A Arquitectura, com uma túnica cintada e de sandálias, segura na mão esquerda o esquadro e o compasso e na direita uma maqueta de um edifício clássico.

Repare-se na semelhança com a figuração seguinte.

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Livro de Ouro - 15 anos de Obras Públicas 1932-1947, Boletim da direcção geral dos edificios e monumentos nacionais : 15 anos de obras públicas / Ministério das obras publicas e comunicações, 1948

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Uma figura feminina togada, um seio descoberto segura na mão direita um compasso e uma folha de papel e na esquerda uma maqueta de um edifício de expressão clássica.

A Arquitectura representada por Génios ou Puti

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Paul Decker (1677-1713), Ausführliche Anleitung zur Civilbau-Kunst Nuremberga ca. 1715

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Jean-Jacques Caffièri (1725-1792) Geometria e Arquitectura 1776

mármore National Trust, Waddesdon Manor

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Charles Joseph Natoire (1700-1777) L’Architecture 1740

decoração de arquitectura óleo sobre tela 108 x 140 cm.   Museu Nacional dos palácios de Versailles

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François Boucher (1703-1770) Les Génies des Arts 1761

Cartão de tapeçaria – óleo s/ tela Museu de Belas Artes Angers França

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François Boucher (1703-1770) Les Génies des Arts1761 Detalhe

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Bénigne Gagneraux (1756 – 1795) Le Génie des arts 1789

óleo s/ tela 109,5 x 83,5 cm.

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Eugène Grasset (1845-1917) - Projecto de capa para o livro “ l'Histoire de l'Architecture Française au Mont St Michel”

Desenho mina de chumbo, aguarela sobre papel 24,4 x 16,3 cm

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Anónimo - Bandeira da porta da biblioteca 1750/1800 óleo s/tela Château Curel Limousin França

A alegoria da Arquitectura mostra dois rapazes que apresentam o projecto de um edifício a um terceiro (o cliente?). Um quarto rapaz à esquerda trabalha uma pedra. Trata-se de uma cópia de Charle-Andre van Loo.

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Charles-Andre van Loo (1705 –1765) The Four Arts: 'Architecture   ca.1752

No desenho lê-se Elévation de Bellevue (alçado de Boavista)

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Anónimo Alegoria da Arquitectura Casa na rua Carnot em La Flèche, Sarthe França

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L. Wiener Medalha de Prémio de Excelência e Distinção em Pintura decorativa da Academia de Belas Artes de Mons 1881-1882

Prata dourada diâmetro 50,43 peso 39,34 gramas

Numa das faces Léopold II (1865-1909). Na outra quatro Puti representando a Pintura , o Desenho, a Escultura e a Arquitectura.

A Arquitectura e as Artes evocadas sem figuração humana

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Johann Gottfried Jugel (c.1707-1786) Gründliche Anleitung Zu der vollkommenen Bau-Kunst: So da bestehet In der Arithmetica Decimali, Geometrie, Civil- und Militair-Bau-Kunst ...Berlin, 1744

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Anne Vallayer-Coster (1744-1818): Les attributs de la peinture, de la sculpture et de l'architecture 1769

óleo sobre tela 90x121 cm. Musée du Louvre

À representação da Arquitectura acrescenta-se a representação do Arquitecto

Apenas se apresentam algumas figurações do Arquitecto em abstracto. Deixarei para outro post a representação de arquitectos célebres.

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Estátua do arquitecto Senmout servidor da rainha Hatchepsout. dinastia 18 Museu do Louvre

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Atelier de Andrea di Pontedera detto Pisano (1290 -1349) Nino Pisano ? - Architettura o Euclides 1336

mármore - Museo dell´Opera di Santa Maria del Fiore. Catedral de Florença

 

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O Arquitecto (Afonso Domingues ?) no Mosteiro de Santa Maria da Vitória (1386-1517) na Batalha

Na Sala do Capítulo, numa das mísulas, uma figura com um traje do século XV e com um turbante, tendo na mão esquerda uma régua. De notar a expressão do rosto, que pressupõe um verdadeiro retrato e não uma representação convencional.

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Giovanni Andrea Sirani (1610 – 1670) Retrato de arquitecto, Galleria Nazionale d'Arte Antica, Roma

O Mau e o Bom arquitecto

Philibert De L’Orme (c. 1514 –1570) no seu tratado “Le premier tome de l’architecture”, de 1567, apresenta duas xilogravuras com o tema do Mau e do Bom Arquitecto.

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O Mau arquitecto vagueia, significativamente sem mãos e sem olhos, através de uma paisagem árida e suja, com um castelo medieval.

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O Bom arquitecto, pelo contrário, está num jardim florido, com três olhos e quatro mãos, tendo ao fundo um edifício novo e clássico, enquanto familiariza um jovem aprendiz na sua disciplina científica.

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Giuseppe Maria Ercolani (1672-1759) - I Tre Ordini D'Architettura: Dorico, Jonico, e Corintio, Roma, 1744

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O Arquitecto é aqui figurado num velho que junto da base de um pilar usa um compasso na mão esquerda, enquanto a direita se apoia numa tábua onde se lê: NEC CITRA NEC VITRA

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Eugène Viollet-Le-Duc (1814-1878) – Ilustração da página do século XI ao século XVI do Dictionnaire Raisonné de l'architecture Française 1856

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Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) - Alegoria da Arquitectura

Desenho Palácio Nacional da Ajuda

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Picasso (Pablo Ruiz Blasco y)(1881-1973) - Table de l’architecte 1912

óleo sobre madeira 72.6 x 59.7 cm MOMA Museu de Arte Moderna de N.Y.

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Mario Sironi (1885 –1961) - L’Architetto 1922

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Mario Sironi (1885 –1961) L’Architetto1933. óleo s/ tela. 70 x 60 cm. Colecção particular Milão

Ao comparar os dois quadros de Mario Sironi, podemos notar que no primeiro de 1922, a figura do arquitecto rodeia-se de elementos clássicos – um capitel coríntio e um vaso – e no segundo de 1933, o fundo arquitectónico é já muito mais simplificado, naquilo que era a concepção de uma arquitectura de um classicismo modernizante, então defendido pelos amigos arquitectos com que Sironi então colaborava, como Marcello Piacentini e Giovanni Muzio (para apenas citar os que trabalharam para o Porto).

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