Le véritable voyage de découverte ne consiste pas à chercher de nouveaux paysages, mais à avoir de nouveaux yeux. Marcel Proust - A La Recherche du Temps Perdu















quinta-feira, 28 de junho de 2018

Apontamentos um pouco dispersos sobre Arquitectura e Desenho. 3


Algumas reflexões sobre desenhos e obras de Álvaro Siza e de Le Corbusier percorrendo os seus escritos.
III parte 23 a 24


23. As mãos de Le Corbusier



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fig. 119 – Le Corbusier, Milieu in Le poème de l'angle droit, 1955.

Les mains de Le Corbusier é o título do livro de André Wogensky, um dos principais colaboradores do mestre suíço, onde relata:

Et la main qui dessine, la main conduite par la tête qui pense, se lance dans le dessin d’enveloppes successives qui s’intègrent les unes les autres et qui tracent sur le sol et dans l’espace l’image de la société, les unités sociologiques, chacune enveloppe de celles qu’elle contient, organisation des hommes sur la terre, image pensée et concrétisée de la société elle-même. [1]

[E a mão que desenha, a mão dirigida pela cabeça pensante, lança-se no desenho de sucessivos contentores que se integram e que traçam no chão e no espaço a imagem da sociedade, as unidades sociológicas, cada uma envolvendo as que nela estão contidas, a organização dos homens sobre a terra, uma imagem pensada e concretizada da própria sociedade.]



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fig. 120 – Le Corbusier, Les mains, 1951. Tapeçaria em lã, 220 x 280 cm. Fondation Le Corbusier. Paris.


E o colaborador de Le Corbusier escreve elogiando o seu mestre:

Je découvrais Le Corbusier. Il était révélé par ses mains. Il semblait que ses mains le trahissaient. Elles disaient tous les sentiments, toutes les vibrations de sa vie intérieure que son visage tentait de cacher. Deux grandes mains fortes, très grandes, gravées comme au burin de sillons très profonds. Des phalanges musclées. Des mains vibrantes, animées. Des mains enveloppantes. Des mains qui avaient, qui allaient dessiner toute son œuvre. [2]

[Eu descobri Le Corbusier. Ele revelou-se pelas suas mãos. Parecia que as suas mãos o estavam traindo. Elas diziam todos os sentimentos, todas as vibrações de sua vida interior que o seu rosto procurava esconder. Duas mãos grandes e fortes, muito grandes, gravadas como ao cinzel com sulcos profundos. Falanges musculadas. Mãos vibrantes e animadas. Mãos envolventes. Mãos que tinham, que iam desenhar toda a sua obra.]


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fig. 121 – Le Corbusier, Etude de décor pour un service de table 1961. Encre noire sur papier calque. Les Arts Décoratifs.



E Wogensky em outra passagem do livro lembra o seu encontro com o mestre e a recordação do aperto de mão.

Escreve Wogensky… quand Le Corbusier lui dit “Bonjour” et lui tendit la main, le petit étudiant timide mit sa main dans celle de Le Corbusier: sa main toute enveloppée par une grande main. Les mains ont-elles une mémoire?

[…quando Le Corbusier lhe disse "Bom dia" e lhe estendeu a mão, o estudante tímido colocou a sua na mão de Le Corbusier: a sua mão envolvida por uma grande mão. As mãos terão memória?]

À pergunta se as mãos tem memória, responde o poeta Pedro Salinas com o seu poema La memoria de las manos, que se inicia:

Hoy son las manos la memoria.
El alma no se acuerda, está dolida
de tanto recordar. Pero en las manos
queda el recuerdo de lo que han tenido.

Recuerdo de una piedra
que hubo junto a un arroyo
y que cogimos distraídamente
sin darnos cuenta de nuestra ventura.
[3]



E Salinas quando canta que nas mãos resta o recuerdo de una piedra remete para uma serigafia de Le Corbusier que associa a Mão e a Pedra.


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fig. 122 – Le Corbusier, Main et Silex 1951. Colagem e tinta sobre papel 33 × 26,3 cm. Fondation Le Corbusier, Paris, 2015.



A Mão Aberta em Chandigarh

Mas é o Monumento da Mão Aberta,que nos anos 50 Le Corbusier propõe e desenha para o conjunto do Capitólio no centro de Chandigarh que irá ficar associado para sempre ao arquitecto suíço.


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fig. 123 - Le Corbusier, Étude pour la main ouverte à Chandigarh 1952, Fondation Le Corbusier.


Le Corbusier já havia projectado nos anos 30 um monumento dedicado à memória do deputado comunista Paul Vaillant-Couturier, contendo uma mão aberta e uma cabeça símbolos dos protestos contra as injustiças do mundo.


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fig. 124 - Le Corbusier, Esquisso do Monument à la mémoire de Paul Vaillant-Couturier. Fondation Le Corbusier.



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fig. 125 - Le Corbusier, Monument à la mémoire de Paul Vaillant-Couturier Villejuif, 1938. Fondation Le Corbusier.



Mas nos meados da década de 50, inaugurada a capela de Ronchamp, Le Corbusier encontra-se ocupado com o projecto de Chandigarh, a nova capital do Punjab, e dos seus edifícios.


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fig. 126 – Chandigarh, Le Capitole 1952.



Para o Capitólio desta nova cidade Le Corbusier projecta o monumento da Mão Aberta.

En complément du programme de Chandigarh, capitale du Punjab, j’ai apporté, en creusant dans la terre, une petite contribution personnelle, baptisée drôlement: “La Fosse de la Considération”. Il s’agit d’un trou carré dans le sol, de 4.79 mètres de profondeur et de 25.07 mètres de coté. Des gens s’y réuniront, ceux qui parleront et ceux qui écouteront, debout ou assis: ils ne verront que le ciel posé sur les quatre bords de la fosse et la “Main Ouverte” haute de 16 mètres, de fer pur martelé et riveté sur une charpente de bois et tournant au vent sur un roulement à billes: “la Main” s’orientera selon le vent du jour. (…) Cet élément inattendu d’urbanisme a été spontanément, simplement et sans le moindre débat, appelé là-bas “le monument du Capitol”. [4]


Este monumento que só será realizado em 1966 tornar-se-á contudo o símbolo de Chandigarh, um símbolo universal, um ex-libris do próprio Le Corbusier e o logotipo da Fundação Le Corbusier.



Aproveitando as suas deslocações, Le Corbusier produz um conjunto de desenhos entre os quais o desenho da Mão Aberta para a nova cidade que então projecta.



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fig. 127 - Le Corbusier, La Main Ouverte, 1954, aquarelle, FLC / ADAGP, Paris 2013.



Um gesto político.

J’ai eu un geste politique, c’est celui de “La Main-Ouverte”, le jour où l’un des partis qui divisent le monde pour des intérêts de deux natures diferentes ont voulu m’obliger à prendre parti pou devoir moral. Sur l’avion qui me conduisait à Bogota à ce moment là, 1951, jái déssiné “La Main-Ouverte” (et j’ai fait près de 150 dessins de “La Main-Ouverte” y compris lr Monument de Chandigarh qui couronne le Capitol). [5]

[Se eu tive um gesto político foi a “Mão Aberta”, no dia em que um dos partidos que dividem o mundo por interesse de natureza diferente me quiseram obrigar a tomar partido por dever moral. No avião que me conduzia para Bogotá em 1951, desenhei “A Mão Aberta” (e fiz cerca de 150 desenhos da “A Mão Aberta” incluindo o Monumento de Chandigarh que coroa o Capitólio.]


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fig. 128 - Le Corbusier La Main Ouverte, 1964. Desenho lápis e tinta, 141,5 x 96 cm. Centre Pompidou - Musée national d'art moderne.



Este símbolo da mão aberta, aberta para reciber a riqueza criada, para a distribuir pelas gentes de todo o mundo, deve ser o símbolo da nossa era.

Antes de me encontrar algum dia nas esferas celestiais no meio das estrelas de Deus Todo-Poderoso, terei a felicidade de ver erguer-se em Chandigarh em frente dos Himalaias, que se recorta no horizonte, esta Mão Aberta, que denota para o pai Corbu uma etapa, todo um caminho percorrido. [6]



O Monumento da Mão Aberta de Chandigarh será apenas construído em 1984, cerca de trinta anos depois de projectado e 20 anos após a morte de Le Corbusier.


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fig. 129 – o Monumento da Mão Aberta em Chandigarh na actualidade.


No entanto a mão aberta irá surgir em projectos dos anos 60, de outros autores e em outras circunstâncias, uma espécie de homenagem a Le Corbusier. É o caso do projecto de Fernando Távora para o Concurso para Professor da Esbap em 1961/62 e de Giuseppe Samonà (1898-1983), para a Câmara de Deputados em Roma em 1967.


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fig. 130 - Fernando Távora, projecto para um Centro Comercial na praça de Gomes Teixeira para o Concurso de Professor da Esbap, 1961/62.


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fig. 131 - Giuseppe Samonà (1898–1983) projecto para os Uffici della Camera dei Deputati Roma 1967 (não realizado).



Le poème de l’angle droit


A partir do projecto de Chandigarh, Le Corbusier irá desenhar um conjunto de imagens onde surge a mão publicadas em 1955 no livro Le poème de l’angle droit, que foi, segundo Le Corbusier, desenhado e escrito entre de 1947 a 1953 durante as suas deslocações de avião e em quartos de hotel.

O livro está dividido em sete partes que Le Corbusier designou por:

A. Milieu (fig.118)
B. Esprit
C. Chair (fig.133)
D. Fusion
E. Caractères
F. Offre (fig.132)
G. Outil. (fig.134)


Algumas destas partes são acompanhadas por serigrafias em que a mão assume um papel fundamental.

Correspondendo à letra F Offre (oferta) surge o desenho intitulado precisamente de Mão aberta.



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fig. 132 - Le Corbusier, F.3 Offre (la main ouverte) in Le Poème de l’angle droit, éditions Tériade, Paris, 1955.


O poema que acompanha a  imagem.

Elle est ouverte puisque
tout est présent disponible
saisissable
Ouverte pour recevoir
Ouverte aussi que pour chacun
y vienne prendre
Les eaux ruissellent
le soleil illumine
les complexités ont tissé
leur trame
les fluides sont partout.
Les outils dans la main
Les caresses de la main
La vie que l'on goûte par
le pétrissement des mains
La vue qui est dans la
palpation.
----------------------------------­
Pleine main j'ai reçu
Pleine main je donne.
[7]

[Está aberta já que / tudo está presente disponível / alcançável / Aberta para receber / Aberta também para que qualquer um / venha e pegue / As águas que brilham /o sol ilumina / as complexidades teceram / a sua trama / os fluidos estão por toda parte.
Ferramentas na mão /As carícias da mão / A vida que nós saboreamos pelo amassar das mãos / O olhar que está no apalpar // Com as mãos cheias recebi / Com as mãos cheias eu ofereço.]



E se a mão aberta com os dedos separados é como uma concha flutuando por cima do horizonte, a ilustração da letra C, associa mão, concha e livro.


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fig. 133 - Le Corbusier, Mains, Coquillages, Mains tenant un livre ouvert. 1953. Le Poème de l’angle droit, Éditions Tériade, Paris, 1955.


A Concha remete para a cobertura de Ronchamp cuja forma é inspirada na carapaça de um caranguejo.

É acompanhada pelo poema de que se mostra uma parte.
Tendresse !
Coquillage la Mer n'a cessé
de nous en jeter les épaves de
riante harmonie sur les grèves.
Main pétrit main caresse
main glisse. La main et la
coquille aiment.
[8]


[Ternura! / Concha do Mar nunca cessou / de nos lançar os destroços da / ridente harmonia nas areias. / Mão amassada mão carícia / Mão escorregadia. A mão e a
concha amam.]


E na parte final do livro na letra G designada por Outil (utensílio) surge a mão que traça a carvão o ângulo recto e que dá o título à publicação, também acompanhada por um poema.


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fig. 134 - Le Corbusier, Outil in Le Poème de l’angle droit, Éditions Tériade, Paris, 1955.

On a
avec un charbon
tracé l’angle droit
le signe
Il est la réponse et le guide
le fait
une réponse
un choix
Il est simple et nu
mais saisissable
Les savants discuteront
de la relativité de sa rigueur
Mais la conscience
en a fait un signe
Il est la réponse et le guide
le fait
ma réponse
mon choix.
[9]

[Com um carvão / Nós traçamos o angulo recto / O sinal / Ele é a resposta e o guia / O facto / Uma resposta / Uma escolha / É simples e está nu / Mas alcançável / Os sábios discutirão / o seu relativo rigor / mas a consciência / faz dele um sinal/ Ele é a resposta e o guia / O facto / A minha resposta / A minha escolha.]


[1] André Wogensky, (1916-2004), Les mains de Le Corbusier, Éditions de Grenelle, Paris 1987.

[2] André Wogensky, (1916-2004), Les mains de Le Corbusier, Editions de Grenelle, Paris 1987.

[3] Pedro Salinas (1891-1951) La memoria de las manos 1975 de Largo Lamento in Poesia Completa ed. Debolsillo 2012. (pág.469).

[4] Le Corbusier, Oeuvres complètes, 1946-52.

[5] Le Corbusier, Lettre du 14 septembre 1962 à Eugène Claudius-Petit.

[6] Le Corbusier, Mise au point, Forces Vives, Paris 1966.

[7] Le Corbusier,F3 Offre (la main ouverte) in Le Poème de l’angle droit, Éditions Tériade, Paris, 1955.

[8] Le Corbusier,C3 Chair, Le Poème de l’angle droit, Éditions Tériade, Paris, 1955.

[9] Le Corbusier, G.3 Outil in Le Poème de l’angle droit, Éditions Tériade, Paris, 1955.



24. Como se viam a si próprios os três arquitectos


Os três arquitectos - Le Corbusier, Fernando Távora e Álvaro Siza – que representam três gerações, fizeram autorretratos em que mostram como a si próprios se viam.

Le Corbusier desenha-se com um traço seguro, limpo e ascético com a própria inteligência de inventar-me … [1]



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fig. 135 - Charles Édouard Jeanneret dit Le Corbusier (1887-1965) autoportrait. Fondation Le Corbusier.



Fernando Távora olhando-se e olhando o espectador, retrata-se com a mão esquerda segurando o papel em que desenha - como correndo uma cortina da casa onde habitou – deixando entrever ao fundo o mar da Foz do Douro onde navega um cargueiro.


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fig. 136 - Fernando Távora, Autorretrato 1950.


O soneto de Vasco Graça Moura em que se autorretrata podia servir para acompanhar este desenho de Fernando Távora.


Este que vês, de cores desprovido,
o meu retrato sem primores é
e dos falsos temores já despido
em sua luz oculta põe a fé.


Do oculto sentido dolorido,
este que vês, lúcido espelho é
e do passado o grito reduzido,
o estrago oculto pela mão da fé.


Oculto nele e nele convertido
do tempo ido excusa o cruel trato,
que o tempo em tudo apaga o sentido;


E do meu sonho transformado em acto,
do engano do mundo já despido,
este que vês, é o meu retrato
.
[2]



Álvaro Siza, com algum humor e ironia, desenha-se desenhando com um joelho e os pés nus, e o seu rosto surge algo surpreendido (ou surpreendendo-se) no espelho.

Dans le miroir, je me vois là où je ne suis pas, dans un espace irréel qui s’ouvre virtuellement derrière la surface, je suis là-bas, là où je ne suis pas, une sorte d’ombre qui me donne à moi-même ma propre visibilité, qui me permet de me regarder là où je suis absent (...) [3]

[No espelho, eu vejo-me onde eu não estou, num espaço irreal que se abre virtualmente atrás da superfície, estou acolá, ali onde não estou, uma espécie de sombra que me dá a mim mesmo a minha própria visibilidade, o que me permite ver-me ali onde estou ausente (...)]



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fig. 137 - Álvaro Siza 1982



E essa ironia que surge nos desenhos em que Álvaro Siza se retrata também perspassa pelo Auto-Retrato do poeta brasileiro Mário Quintana:

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
[4]



Um outro autorretrato de Álvaro Siza que lembra o conhecido desenho do físico e pensador Ernest Mach.


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fig. 138 – Álvaro Siza, autorretrato. 2013.



O desenho de Ernst Mach, pertence ao seu livro Análise das Sensações, a relação entre o físico e o psíquico, (Beiträge zur Analyse der Empfindungen und das Verhältniss des Physischen zum Psychischen) de 1886.


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fig. 139 – Ernst Mach, figura 1 do livro Análise das Sensações.



Na versão francesa no item 10. Mon corps, ma perception que acompanha o desenho Ernst Mach escreve:

Les idées exposées auront plus de fermeté et d'évidence si on ne les exprime pas sous une forme purement abstraite, mais en regardant en face, et directement, les faits dont elles proviennent. Si, par exemple, je suis allongé sur un canapé, et ferme l'œil droit, l'image représentée par l'illustration suivante s'offrira à mon œil gauche. [5]

[As idéias apresentadas terão mais firmeza e evidência se não as expressarmos de uma forma puramente abstrata, mas olhando diretamente para os factos de onde provêm. Se, por exemplo, eu me deito em um sofá e fecho o olho direito, a imagem representada pela ilustração a seguir será oferecida ao meu olho esquerdo.]



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fig. 140 – Os dois desenhos.


Em ambos os desenhos a intenção é colocar o espectador no lugar do autor/desenhador.

E em ambos o autor está deitado de costas, o tronco ligeiramente levantado e com as costas apoiadas, permitindo uma visão do corpo, os pés nus e o espaço que o envolve.

Em ambos o braço direito desenha sobre uma folha de papel que o braço esquerdo segura. Em March a mão direita desenha o próprio desenho e o braço esquerdo está apenas apoiado junto ao corpo.


[1] Vasco Graça Moura 1942-2014, Semana Inglesa (1965).

[2] Ana Hatherly (1929- 2015), A Idade da Escrita. Edições Tema, Lisboa 1998.

[3] M. Foucault, Des espaces autres (1967), dans Dits et écrits, tome V. Ed. Gallimard, Paris 1972. (pág. 756).

[4] Mário Quintana (1906-1994), in Apontamentos de História Sobrenatural (1976) in Nova Antología Poética. ed. Globo. São Paulo 2007. (pág.138).

[5] Ernst Mach (1838-1916), Analyse des sensations, le rapport du physique au psychique (1886) Chapitre I Traduit par Françoise Eggers; Édité par Jean-Maurice Monnoyer; Éditions Jacqueline Chambon 1991.




CONTINUA

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