Poema do Arquitecto 2
literalmente e literariamente em construção
Figura 2 - Mario Sironi (1885-1961), L’architetto 1922, olio su tela, 70 x 60 cm. Collezione privata.
O destino
“Não sei, qual a profunda
intenção de construir
que inquieta, em silêncio, o meu pensamento.”
Paul Valery[1]
Se por mérito uma obra se te encomenda
Pensa primeiro:
para quê? Quem irá servir?
Só assim
poderá ser conformada a situação
para que a sua vontade se consiga descobrir.
Escolhe primeiro
qual o seu destino e cultura,
e qual o
terreno ou sítio onde a irás elaborar.
Em todos se
ama vive cultiva trabalha circula
Solta então um
inicial esboço do que irás criar.
[1] Paul
Valéry (1871-1945), Eupalinos ou l'Architecte, précédé de L'âme et
la danse (44e éd.), Librairie Gallimard. Éditions de La Nouvelle
Revue Française. Paris 1924. (pág. 151).

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