segunda-feira, 20 de abril de 2026

Poema do Arquitecto 2

 Poema do Arquitecto 2

literalmente e literariamente em construção


Figura 2 - Mario Sironi (1885-1961), L’architetto 1922, olio su tela, 70 x 60 cm. Collezione privata.

O destino

Não sei, qual a profunda intenção de construir

que inquieta, em silêncio, o meu pensamento.”

Paul Valery[1]

 

Se por mérito uma obra se te encomenda

Pensa primeiro: para quê? Quem irá servir?

Só assim poderá ser conformada a situação

para que a sua vontade se consiga descobrir.

Escolhe primeiro qual o seu destino e cultura,

e qual o terreno ou sítio onde a irás elaborar.

Em todos se ama vive cultiva trabalha circula

Solta então um inicial esboço do que irás criar.



[1] Paul Valéry (1871-1945), Eupalinos ou l'Architecte, précédé de L'âme et la danse (44e éd.), Librairie Gallimard. Éditions de La Nouvelle Revue Française. Paris 1924. (pág. 151).“je ne sais, quelle intention profonde de construire qui inquiète sourdement ma pensée.” 

 

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