Figura 5 - Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), Casas 1957. Guache e têmpera sobre papel 35 × 64 cm. MNAC.
Olhar e ver
“Em tudo
quanto olhei, fiquei em parte.
Com tudo
quanto vi, se passa, passo,
Nem distingue
a memória
Do que vi do
que fui.”
Fernando Pessoa, [1]
“A chave é /
Olhar / Observar / Ver /
Imaginar / Inventar
/ Criar…”
Le Corbusier [2]
“É sempre
necessário dizer o que vemos,
mas o que é mais difícil, é ver o que vemos.”
Le Corbusier [3]
“Aprender a ver, não só olhar, mas a ver
em profundidade, em detalhe, em globalidade”
Álvaro Siza [4]
“certos
lugares, querem dizer-nos algo,
ou disseram
algo que não devíamos perder,
ou estão para
dizer algo; esta iminência
de uma
revelação que não se produz,
é talvez o
facto estético.”
Jorge Luis Borges [5]
Para o contexto sentires, caminha devagar
acresce ao teu olhar o do filósofo do poeta
constrói a serena e clara visão desse lugar
criando da intervenção uma visão completa.
Mas nunca basta olhar é preciso saber ver
ver com o prazer e emoção e sem cansaço
apreender quais os sinais que irás escolher
para criar uma primeira forma nesse espaço.
[1] Fernando Pessoa
(-1935), Odes de Ricardo Reis, poema de 7 de Junho de1928 in Obra Poética,
Companhia Aguilar Editôra, Rio de Janeiro 1965. (pág.282).
[2] Le Corbusier. Carnet de notes, 15 août 1963. Carnet T70, n. º1038, Cap Martin
1963. Edition Herscher, Dessain et Toira, Paris 1982.
E em Casabella. rivista internazionale di architettura, n.º 531- 532, gennaio
febbraio. 1987.
“La
clef, c’est: regarder…/ Regarder / Observer / Voir / Imaginer / Inventer /
Criér…”
[3] Le Corbusier, Jean Petit, Le livre de Ronchamp, Les Cahiers Forces
Vives, Editec 1961. (pág. 2). “il faut toujours
dire ce que l’on voit, surtout il faut toujours, ce qui est plus difficile,
voir ce que l’on voit.”
[4] Álvaro Siza, Aprender a
ver. Entrevista de Bernardo Pinto de Almeida in UP Alumni n.º 9 Outubro de
2003. (pág. 29-30).
[5] Jorge Luís Borges (1899-1986), La Muralla y los Libros (Buenos Aires
1950) de Otras Inquisiciones (1952) in Obras Completas 1923-1972. Emecé S.A. Editores Buenos Aires
1994. (pág. 635). “ciertos
lugares, quieren decirnos algo, o algo dijeron que no hubiéramos debido perder,
o están por decir algo; esta inminencia de una revelación, que no se produce,
es, quizá, el hecho estético.”
.

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