O Rosto da Cidade na pintura do século XX (continuação)
O Rosto da Cidade: o rio e o porto fluvial
Que
inventaram assim
Para
seu uso o porto…”
Vasco Graça Moura [1]
Para além das pontes, do moderno Rosto da Cidade faz
parte o rio Douro e a sua “Faina Fluvial”
[2],
essa intensa actividade que se manteve até aos anos 50. A inauguração da Doca n.º 1 em Leixões em
1932, marca o início da lenta, mas inexorável transferência da quase totalidade
das actividades portuárias para o novo porto marítimo.
Os pintores do modernismo portuense de entre guerras, procuram nas actividades portuárias no Douro, as imagens do Porto moderno.
Joaquim Lopes
fig. 6 - Joaquim Lopes (1886-1956), Barcos à descarga no rio
Douro, 1927, óleo s/ tela 47,5 x 67 cm. Museu Nacional Soares dos Reis.
Nesta obra de Joaquim Lopes [3], datada de 1927, é a presença imperial do navio, e que ocupa a quase totalidade da composição e no primeiro plano as varinas nas suas lides quotidianas.
Sob uma
clara luz matinal, o barco está fundeado junto ao cais de Gaia, e carrega ou
descarrega nas barcaças, as suas mercadorias (carvão e fardos de
algodão).
No primeiro plano na praia, seis peixeiras ou varinas: uma à esquerda do espectador, caminhando na sua direção, com um cesto na cabeça. Ao centro um grupo de outras quatro; uma sentada e outra que caminha também na direção do espectador, trazendo nos braços uma canasta. Um pouco mais à direita uma outra parece dirigir o olhar para algures na direção da ponte Luiz I.
Ocupando o segundo plano o navio e as barcaças em tons escuros, lembrando o transporte do necessário carvão, ocultando o rio, contrastando com os tons claros e luminosos quer da margem esquerda quer da cidade.
Ao fundo, o Rosto da cidade debruçado sobre o
Douro “bem similhante a hum
grande Amphitheatro” [4], e onde “até a luz terá a cor do
granito” [5], na representação “a imagem” do
Porto, a imagem que desde o século XVIII o representa e identifica.
Distingue-se ao centro a Praça da Ribeira com a sua fonte
monumental, tendo à direita do espectador a frente de Cimo do Muro e à esquerda
a frente do Muro dos Bacalhoeiros.
Saliente-se ainda o ritmo da composição, estruturada por
três linhas verticais que dividem o quadro sensivelmente em quatro partes.
À esquerda uma linha que coincide com a Torre dos
Clérigos - definitivamente o símbolo da alma e da identidade do Porto.
Uma outra linha central coincidente com a igreja dos
Grilos (São Lourenço).
A última linha coincidente com o mastro-guincho da proa
do navio
apontando o Paço Episcopal e a mancha verde da praça da Batalha.
fig. 8 - Pormenor de Barcos à descarga no rio Douro, 1927, com
a marcação vertical do quadro.
Dordio Gomes
“Que diz
além, além montanhas,
O Rio Doiro à tarde, quando passa?”
Pedro Homem de Mello [6]
Dordio Gomes (1890-1976) [7] pinta um quadro com a melancólica e dourada luz
outonal dos poentes portuenses, onde é dada uma maior importância ao rio Douro incluindo
parcialmente, a ponte Luiz I.
fig. 9 - Dordio Gomes, Barredo,1935, óleo s/tela 105 x 125 cm.
Museu do Chiado.
Um plano com o rio Douro e Gaia.
No rio Douro, que “bebe
as cores da cidade” [8], as barcaças na margem
norte e diversos barcos atracados ao cais da Ribeira.
E em primeiro plano, um trecho da margem sul, com um
apontamento dos telhados dos armazéns de Gaia e, no canto inferior, a rua da
Barroca.
fig. 10 – Pormenor da fig. anterior salientando a parte inferior.
E um segundo plano, na metade superior do quadro, com o Rosto da cidade do Porto.
fig. 11 - Pormenor da fig. anterior salientando a parte superior.
No alto a Catedral “Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?” [9], quase escondida pela
presença do Paço Episcopal - o qual nesses anos estava ocupado pela Câmara
Municipal – e o casario em anfiteatro descendo até Douro até ao cais da
Ribeira, com a sua frente da rua de Cima do Muro.
Pode distinguir-se a poderosa presença da ponte Luiz
I, e os pilares, memória da ponte Pênsil.
Presente ainda o casario que então fazia a frente do
largo da Lada.
Numa linha que atravessa horizontalmente a composição,
o muro da Ribeira, os restos da “tão negra muralha à luz do dia? / E as ameias
partidas sobre os muros?” [10], onde “vergam-se
os arcos gastos da Ribeira... / Que triste e rouca a voz dos mercadores…” [11]
No
mesmo ano Dordio pinta um Rosto da cidade algo semelhante.
fig. 12 - Dordio Gomes sem título 1936. Óleo s/madeira 51 x 61
cm. Fundação Calouste Gulbenkian.
João Alves de Sá
Ainda nos anos trinta, um outro pintor João Alves de Sá [12] pinta uma aguarela com o Rosto da Cidade.
fig. 13 - João Alves de Sá (1878-1972) Vista do Porto 1933 aguarela sobre papel. Porto Desaparecido Facebook
Ao fundo uma
panorâmica da cidade, que aqui não inclui a ponte Luiz I.
À esquerda a
Torre dos Clérigos e, em matinal contraluz, a colina acrópole da cidade, onde
se ergue o Paço Episcopal, a Catedral, a igreja de S. Lourenço (Grilos) e o
Seminário, assente sobre o muro da Ribeira, ocupa o espaço edificado com parte
do casario da Vitória que se ergue em pirâmide rematado pela Torre dos
Clérigos.
Advinha-se o
Rio de Vila correndo entre as colinas e desaguando na Praça da Ribeira.
Outros 2 pintores do Rosto da Cidade no período entre as duas guerras
Nadir Afonso e a ponte Luiz I
“Quando passo pela ponte deste rio
A quem também chamei de Rio Dourado
E sinto intensamente a alegria
Me encontro, e renasce em mim
O canto da verdade
O espelho da verdade, que me invade...”
José Cid
[13]
Nos
anos 40, jovem estudante Nadir Afonso [14], volta
a fazer da ponte Luiz I, o tema central da sua inicial pesquisa artística numa
obstinada vontade dela se apossar e construir plasticamente “Ávido
em sucessão da nova
Beleza atmosférica (…) sempre em
frenesis de absorvê-la.” [15]
fig. 15 - Nadir Afonso A Ponte e o Porto, s/d (Anos 40). Técnica
mista sobre papel, 20 x 25,5 cm. Colecção particular.
Desenhou-a
e pintou-a diversas vezes [16], de diferentes pontos de vista,
experimentando “incansavelmente novas
modalidades de aproximação plástica ao visível” [17], naquela “loucura que vem / de querer compreender” [18].
E
onde a ponte surge, em traço dinâmico e nervoso, como flecha apontada ao
coração da cidade.
fig. 16 - Ponte D. Luís, s/d (Anos 40). Técnica mista sobre papel 25,5 x 27 cm. Fundação Nadir Afonso.
E, talvez para melhor se aproximar
ao Rosto da Cidade - da sua alma - Nadir pinta a ponte vista “do
tabuleiro inferior onde melhor se aprecia… o que é esta grandiosa obra de
engenharia.”[19]
Numa mais tranquila
composição, Nadir procura captar a sensação de quem se aproxima do Rosto da
Cidade percorrendo devagar, o que é raro, o seu tabuleiro inferior.
fig. 17 – Nadir Afonso
Ponte Luiz I, 1939. Óleo sobre tela 22,2 x 22,5 cm. Fundação Nadir Afonso.
Lino António
Lino António [20] retrata o Rosto da Cidade com cores vibrantes, de um sol de meio-dia, com uma luminosidade que, como nota Agustina, mais parece de Lisboa já que é “africana, loira, seca." [21]
No
Rosto da Cidade, reduzido aos seus volumes essenciais, uma “face esculpida em grito” [22], pintada
numa distorcida visão plástica de cores inflamadas destacando-se o colorido
alaranjado da ponte Luiz I e do morro da Sé e os tons de azul-verde do rio, em
deliberado contraste com o cinzento granítico e sombrio da Torre do Clérigos.
fig. 18 - Lino António (1898-1974), Vista do Porto com a ponte
Luís I. 1936. Porto a cidade que nos une. Facebook.
CONTINUA
[1] Vasco
Graça Moura (1942-2014), num parque, à contraluz in Vasco Graça Moura Poesia
reunida Vol.I 1962-1997 Quetzal Editores Lisboa 2012. (pág. 413).
[2] Manoel
de Oliveira (1908-2015), “Douro-Faina Fluvial” Essa afirmação de modernidade,
consagrada em 1931, no extraordinário filme de Manoel de Oliveira Douro,
Faina Fluvial, onde aparecem, como símbolos de modernidade, o comboio, o
transporte motorizado (o camião) contrastando com o carro de bois, um avião que
passa no meio das gaivotas, os barcos a vapor e as traineiras, opondo-se aos
barcos à vela (bacalhoeiros) e às inúmeras barcaças, e ritmo das próprias
actividades portuárias. O modo como Manoel de Oliveira filma a cena do carro de
bois disparando pelo cais; a subtileza da ironia em que o guarda-fiscal é filmado
em contra plano, dando-lhe uma presença autoritária com paralelo na frente da
locomotiva e na proa do navio (o navio italiano Nereide), tudo são sinais
evidentes dessa modernidade.
[3] Joaquim
Francisco Lopes (1886-1956), de origens modestas, em 1919 foi para Paris, onde
frequentou a Academia La Grande Chaumière. Esta estadia em Paris permite
classificá-lo como um pintor de transição entre o naturalismo e um modernismo
de influência impressionista. Foi professor do ensino técnico, e em 1930, por
concurso, torna-se professor na Escola de Belas Artes do Porto, de que foi
Director entre 1948 e 1952, sucedendo-lhe o arquitecto Carlos Ramos.
Colaborou em diversas publicações (O Primeiro de Janeiro, O Tripeiro ou
Ocidente), e um livro sobre o pintor Marques de Oliveira.
[4]
Agostinho Rebelo da Costa (?-1791) Descripção Topographica e Historica da
Cidade do Porto. Na Officina de Antonio Alvarez Ribeiro. Porto, CIƆIƆCCLXXXIX (1789).
(pág. 21).
[5] Eugénio
de Andrade, Prefácio de Daqui ouve nome Portugal, ed. Inova Porto, 1968.
(pág.16)
[6] Pedro
Homem de Mello, (1904-1984), Balada do rio Doiro de Estrela Morta (1940), in
Poesias Escolhidas, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1983. (pág. 44). E
em Daqui ouve nome Portugal. Antologia de verso e prosa, homenagem à antiga,
mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto, nas comemorações dos 1100
anos da presúria de Portugale por Vímara Peres. Organizada e prefaciada por
Eugénio de Andrade. Exemplar 1124. Editorial Inova Limitada Porto Junho de
1968. (pág.209 e 210).
Balada do Rio Doiro de Pedro Homem de Mello:
“Que diz além, além montanhas,
O Rio Doiro à tarde, quando passa?
Não há canções mais fundas, mais estranhas,
Que as desse rio estreito, de água baça!...
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade?
Ó ruas torturadas e compridas,
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade,
Onde as veias são ruas com mil vidas?...
Em seus olhos de pedra tão escuros
Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?
E a tão negra muralha à luz do dia?
E as ameias partidas sobre os muros?
Vergam-se os arcos gastos da Ribeira...
Que triste e rouca a voz dos mercadores!...
Chegam barcos exaustos da fronteira
De velas velhas, já multicolores...
Sinos, caixões, mendigos, regimentos,
Mancham de luto o vulto da cidade...
Que diz o rio além? Porque não há-de
Trazer ao burgo novos pensamentos?
Que diz o rio além? Ávido, um grito
Surge, por trás das aparências calmas...
E o rio passa torturado, aflito,
Sulcando sempre o seu perfil nas almas!...”
[7] Simão
César Dordio Gomes. Vai para Paris em 1910 com o escultor Francisco Franco,
onde frequenta a célebre Academia Julian, numa estadia apenas de um ano.
Regressa a Arraiolos onde permanecerá até 1921, quando volta para Paris para
frequentar a École de Beaux-Arts e o atelier de Ferdinand Cormon. Em Paris
permanecerá até 1926, sem, no entanto, deixar de participar em 1923 na
Exposição dos 5 Independentes (Diogo de Macedo, Henrique e Francisco Franco e
Alfredo Migueis). Em 1933 concorre ao lugar de professor na Escola de Belas
Artes do Porto que ocupa entre 1934 e 1960. Nos anos 30 pinta diversas vistas
da cidade e do rio Douro. Para além da pintura dedica-se ao fresco tendo
realizado os do café Rialto em 1944, do Baptistério da Igreja de Nª Srª da
Conceição em 1947, da Livraria Tavares Martins em 1948, das igrejas de Nª Srª
do Perpétuo Socorro em 1952 e dos Redentoristas em 1953, do átrio do pavilhão
de Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1954, e da Câmara
Municipal do Porto em 1957.
[8] Egito
Gonçalves (1920-200), A
Bucólica Margem de A Ferida Amável in
Relâmpago n.º 6. Fundação Luís Miguel Nava / Relógio d’Agua Editores. Lisboa
2000.
[9]
Pedro Homem de Mello,
(1904-1984), Balada do rio Doiro de Estrela Morta (1940), in Poesias
Escolhidas, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1983. (pág.44). E em
Daqui ouve nome Portugal. Antologia de verso e prosa, homenagem à antiga, mui
nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto, nas comemorações dos 1100 anos da
presúria de Portugale por Vímara Peres. Organizada e prefaciada por Eugénio de
Andrade. Exemplar 1124. Editorial Inova Limitada Porto Junho de 1968. (pág.209
e 210).
[10] Pedro
Homem de Mello, (1904-1984), Balada do rio Doiro de Estrela Morta (1940), in Poesias
Escolhidas, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1983. (pág.44). E em Daqui
ouve nome Portugal. Antologia de verso e prosa, homenagem à antiga, mui nobre,
sempre leal e invicta cidade do Porto, nas comemorações dos 1100 anos da
presúria de Portugale por Vímara Peres. Organizada e prefaciada por Eugénio de
Andrade. Exemplar 1124. Editorial Inova Limitada Porto Junho de 1968. (pág.209
e 210
[11] Idem.
[12] João Alves de Sá (1878-1972) era licenciado em
Direito e visconde de Alves de Sá. Aguarelista dedicando-se também à cerâmica e
à azulejaria, tendo dirigido essa secção na Fábrica Viúva de Lamego.
Participou no pavilhão de Portugal na feira internacional de Sevilha, em
1929.
[13]
José Cid Onde, Quando,
Como, Porque Cantamos Pessoas Vivas 2º Álbum do conjunto Quarteto 1111, de
1975.
[14] Nadir
Afonso Rodrigues (1920-2013) Em 1938 inscreveu-se no Curso de Arquitectura da
Escola de Belas Artes do Porto. Ainda estudante expôs em 1944 na IX Exposição
de Arte Moderna do Secretariado Nacional de Informação e participou e no ano
seguinte na Missão Estética de Évora dirigida por Dordio Gomes, e onde entre
outros estudantes participam Júlio Pomar (1926) e Arlindo Rocha (1921 — 1999).
Nadir será um dos fundadores da Associação Académica de Belas Artes do Porto,
com José Borrego, Francisco Valente, Amândio da Silva, Hernâni Moreira, Joaquim
Bento d’Almeida, Fernando Monteiro, Maria Margarida Soares e Celestino de
Castro. Participou até 1946 nas exposições dos Independentes. A primeira
exposição foi inaugurada em Abril de 1943, na EBAP, a segunda em 1944, no
Ateneu Comercial e a terceira em 1945, no Coliseu do Porto, seguem-se em 1946,
1948 e 1950 na Livraria Portugália. Nadir em 1946 parte para Paris onde
colabora no atelier de Le Corbusier (1887-1965) entre 1946 e 1948. Em 1948
apresenta a sua C.O.D.A. (Concurso para a obtenção do diploma de arquitecto)
orientada por aquele famoso arquitecto suíço com o título de "A
Arquitectura não é uma Arte", e com o projecto Fábrica têxtil de
Saint-Dié, resultante da sua colaboração com o famoso arquitecto. Depois de uma
passagem em 1951 pelo Brasil onde colaborou com Óscar Niemeyer, regressa a
Paris onde elabora as suas obras que intitulou “Espacillimité". De
regresso a Portugal e abandonando a arquitectura em 1965, expõe no SNI, em
Lisboa em 1961 e 1968, na ESBAP em 1963 e na Cooperativa Árvore, no Porto 1966,
e representou Portugal na Bienal de S. Paulo (1963 e 1969). Recebeu o Prémio
Nacional de Pintura (1967), foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em
Paris (1968) e ganhou o prémio Amadeo de Souza-Cardoso (1969). Teorizando sobre
arte, publica em 1958"La Sensibilité Plastique", a que se segue
"Mécanismes de la Création Artistique"(1970) e "Le Sens de l'Art
" (1983).
[15] Mário
de Sá-Carneiro (1890-1916) Manicure, Poemas sem Suporte in ORPHEU 2 Ática
S.A.R.L. Lisboa 1979 (pag.29).E em Mário de Sá-Carneiro, Verso e Prosa, Assírio
& Alvim porto Editora, Porto 2010. (pág. 44).
[16] A
primeira exposição do ciclo Sinais do Modernismo-anos 40, organizada por
Bernardo Pinto de Almeida e realizada na Fundação Dr. António Cupertino de
Miranda, foi dedicada a Nadir Afonso e exibia uma dúzia de composições em que o
tema era a ponte Luiz I.
[17]
Bernardo Pinto de Almeida in Catálogo da Exposição Nadir Afonso do ciclo Sinais
do Modernismo-anos 40, realizada na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda
2014.
[18]
Fernando Pessoa Fúria nas Trevas o Vento [23-5-1932], de Cancioneiro [134]
in Fernando Pessoa, Obra Poética, Volume Único, Rio de Janeiro, GB,
Companhia Aguilar Editora, 2.ª edição, 1965. (pág.160).
[19] Guia do
Porto Illustrado,com desenhos e direcção litteraria de Carlos Magalhães. Ed. Empreza dos Guias Touriste, Porto 1910.
[20] Lino
António (1898-1974), Lino Pires de Veiga Ferreira Pedras António, da segunda
geração modernista, participou no I e II Salão de Outono da (1925 e 1926), e no
Salão dos Independentes (1930 e 1931 da Sociedade Nacional de Belas Artes.
[21]
Agustina Bessa-Luís (1922-2019), sobre António Cruz “O Pintor e a Cidade”, ed.
Oiro do Dia, Porto 1982.
[22] António
Manuel Couto Viana (1923-2010), Loa ao Porto, in Colectânea de Poesia sobre o
Porto; ed. Dom Quixote, 2001.








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