Fontes de Energia no Porto dos anos vinte
1.3. uma divagação pela
iluminação a petróleo na pintura
Nos anos vinte do século passado, beneficiando dos produtos petrolíferos pela
rápida difusão do motor de combustão, em particular pelos veículos motorizados,
o petróleo tornou-se mais uma fonte de energia das cidades.
Figura
1- Anúncio da Vacuum Oil Company in Ilustração
Ano 1, n.º11 de 1 de Junho de 1926.
O petróleo usado na iluminação pública
Contudo
na cidade do Porto para a iluminação pública, aos óleos de origem animal e ao
azeite, rapidamente sucedeu o gás e a este a electricidade, e assim o petróleo
foi usado sobretudo para a iluminação doméstica.
O
mesmo não aconteceu em outras cidades.
Alberto
Pimentel refere o exemplo Matosinhos.
“Mas o aspecto geral da praia de Mattosinhos é profundamente triste e
desanimado. No Juncal de cima, o Chiado da terra, ha, durante a noite, dois renques
de luzes de petróleo, e já não é mau, dizem os poucos banhistas. Não é mau! Para
que servem as luzes, se não allumiam ninguém?”
E
prossegue comparando com a Foz do Douro:
“Não obstante, deixei-me ficar a conversar com um amigo, para poder
comparar as noites da Foz com as de Mattosinhos.
Havia mais luz. e melhor, porque é de gaz, tanto nas ruas, como nos
estabelecimentos, que são numerosíssimos, porta sim, porta não.”
E refere ainda a Figueira
da Foz esperando a iluminação a gás.
“À meia noite, quando sahimos do theatro, havia ainda luz nos clubs e
nos cafés. As janellas das roletas e das batotas brilhavam com o clarão
interior dos candieiros de petróleo, porque a cidade da Figueira só agora vae
ser illuminada a gaz.”
E no
Rio de Janeiro, o poeta Cruz e Sousa, descreve a iluminação pública a petróleo,
com uma referência à contemporânea abertura de valas para a instalação da rede
de águas e saneamento:
“À turva luz oscillante dos lampeões de
petróleo, em linha, dando á noite lúgubres pavores de enterros, vê-se fundas e
extensas vallas cavadas de fresco, onde alguns homens ásperos, rudes, com o tom
soturno dos mineiros, andam colocando largos tubos de barro para o encanamento
das águas da cidade.”
Figura 2 - Mario Sironi
(1885-1961), Il viandante c.1930. tinta, aguarela e pincel s/papel, 32.5 x 22.3
cm. Col. particular.
A nova noção do conforto no interior
Nos
anos vinte, a evolução da noção de conforto, revela a transformação da casa e
da sua relação com o ambiente.
Em 1925 realiza-se em Paris a Exposição das Artes Decorativas e Industriais
que aponta para a necessidade de uma nova arquitectura, de um novo desenho e
decoração interior adaptados ao novo gosto e às novas formas de habitar.
Para
concretizar esta nova ideia de conforto - para os que possuíam os meios para o
fazer - o interior das casas vai-se alterando. Um novo sistema de aquecimento
para além do velho fogão de sala; a distribuição a domicílio de água, permitindo
a instalação de casas de banho, de lavandarias e de água na cozinha.
A
iluminação que ao uso ancestral das velas e lamparinas de azeite, utiliza o
candeeiro a petróleo enquanto se difunde o uso da electricidade.
Nas
casas e nos escritórios banaliza-se o telefone, e a máquina de costura.
Assim,
a introdução na habitação urbana de novas formas de energia, reformula a colocação
e a importância atribuída a cozinhas, a casas de banho e aos serviços.
A
influência dos conceitos higienistas, obriga à procura da organização da casa e
a uma diferente distribuição dos espaços, a uma maior insolação e ventilação
que se irá reflectir, quer na implantação quer nas dimensões e desenho das janelas
e claraboias, quer no aparecimento dos saguões e terraços.
Nos edifícios destinados a escritórios surge
ainda o uso da caneta de tinta permanente e da máquina de escrever, o
agrafador, o carimbo, o PBX, etc...
o candeeiro de petróleo
Na
transição dos séculos 19 e 20, o petróleo foi largamente usado para a
iluminação dos interiores domésticos.
A iluminação a azeite, combustível então mais
acessível, era muito utilizada sobretudo com o candeeiro de três bicos, como na
cidade do Porto refere Alberto Pimenta:
“A luz eletrica invadiu já a cidade com a
sua luz pálida e romântica, como um meigo luar de balada. Pois pelos Mercadores
e Codeçal ainda, em noites festivas de aniversários, o azeite alimenta a
torcida no candieiro de três bicos, de cobre polido, que era o luxo discreto e
sóbrio da velha e honrada casa portuguesa.”
Figura 3 - Candeeiro de azeite, em latão amarelo, com três
bicos com bocais. Latão 44 x 135 cm. Museu Municipal de Penafiel.
Firmino Pereira, reproduz Pimentel lembrando o candeeiro
de três bicos como “luxo discreto e
sóbrio”:
“…o azeite alimenta a torcida no candieiro
de três bicos, de cobre polido, que era o luxo discreto e sóbrio da velha e honrada casa portuguesa.”
E Alberto Pimentel regressa à velha candeia de
azeite para estabelecer a diferença entre a casa urbana e a periférica, e no
interior o espaço dos patrões e o dos empregados.
“Mas eu desejo especialmente falar da candeia de azeite, d'essa singela
e antiga lâmpada domestica, de ferro ou de lata, que é ainda hoje nas províncias
septentrionaes o único systema de iluminação adoptado em todos os lares
humildes e pobres.
O petróleo, que veio fazer concorrência ao azeite, já o substitue nos
casaes saloios dos arredores de Lisboa, alimentando as candeias; mas no Norte
do paiz é ainda e sempre o azeite que serve para accender a candeia aldeã, que
se fixa no «velador».
Bons tempos aquelles em que o candieiro de latão, com trez bicos,
allumiava os patrões na sala, e a candeia de ferro os criados na cozinha.”
A Lanterna
“Sê lanterna, sê luz com vidro em torno,
Porém o calor guarda.
Não poderão os ventos
opressivos
Apagar tua luz;
Nem teu calor, disperso, irá
ser frio
No inútil infinito.”
Ricardo
Reis
Fernando Pessoa usa a lanterna como símbolo de
resistência contra a escuridão, o vento e o frio, e todas as dificuldades da
vida.
Em meados do século XIX surgem os candeeiros portáteis
(lanternas) muito usados nos caminhos de ferro, nas viaturas hipomoveis e nos
primeiros automóveis, na navegação e nas minas.
Figura 4 – Lanterna de petróleo. 36 x 19 cm. Museu de
Aveiro.
No quadro de James Ensor a figura do Lampista, com
uma lanterna e sobre a mesa um candeeiro de petróleo.
Figura 5 - James Ensor (1860-1949), Le Lampiste 1880. Óleo s/tela 151,5 x 81 cm. Musées
Royaux des Beaux-Arts de Belgique
Os mineiros com as suas lanternas de petrróleo para
iluminar a constante escuridão das galerias da mina.
Figura 6 - Constantin Meunier (1831-1905), Descida dos mineiros ao poço da mina.(La
Descente des mineurs dans la bure) 1882. Óleo s/tela 116 x 159 cm. Col.
particular.
à luz da chama tremente do petróleo
“…. Subiu
a um quarto que viu
à luz do petróleo…”
José Galhardo Fado
Malhoa
À luz do petróleo lembra de imediato o Fado Malhoa de José Galhardo (1905-1967),
cantado por Amália, descrevendo
o quadro O Fado de 1910 pintado por José Malhoa.
Figura 7 - José Malhoa (1855-1933), O Fado 1910. Óleo
s/tela 150 x 183 cm. Museu da Cidade de Lisboa.
De facto, é na iluminação doméstica, que o petróleo foi (e ainda é…) usado, enquanto não surgiu a energia eléctrica e mesmo quando esta, por
qualquer motivo, falhava.
Figura 8 – O mais simples e mais difundido candeeiro a
petróleo.
O doméstico candeeiro de petróleo surge na pintura e faz parte da decoração do
interior doméstico da casa burguesa.
Figura 9 - Aizik Feder, dito Adolphe Feder (1886-1943). Natureza
morta (antes de1939). Wikipédia
Figura 10 - Harold Gilman
(1876-1919), Natureza morta, óleo s/tela estendida sobre madeira 25,5 x 29
cm. Col. particular.
Eça de Queiroz refere em Os Maias
os candeeiros de petróleo, salientando o seu tipo “Carcel” num interior burguês:
“Uma renda vermelha recobria os globos de
dois grandes candieiros Carcel; e a luz assim coada, cahindo sobre os damascos
vermelhos das paredes, dos assentos, fazia como uma doce refracção côr
de rosa, um vaporoso de nuvem em que a sala se
banhava e dormia”
Figura 11 - John Singer Sargent (1856-1925) Le verre de porto (A Dinner Table
at Night) Albert and Edith Vickers 1884. Óleo s/tela 51,1 x 68,8 cm. Fine Arts Museum of San Francisco.
O Candeeiro Carcel desenvolveu-se
com novos desenhos.
Figura 12 - Candeeiro Carcel Klagmann 1848, Magnufacture de Sèvres.
Figura 13 - Candeeiros Carcel séc. XIX.
A luminação a petróleo estende-se ainda aos estabelecimentos comerciais.
Figura 14 - Charles Mertens (1865-1919), Cabaret 1890. Óleo s/tela 78.3 x 99.3 cm.
Royal Museum of Fine Arts, Antwerp.
Alberto
Pimentel faz uma descrição de um café desses tempos.
“O café era mobilado por bancos e mesas de
pinho. As duas portas das trazeiras tinham vidraças, que já nem mesmo nos dias
claros deixavam entrar mais do que uma luz duvidosa, do que uma claridade de
dia invernoso, tal era a espêssa capa de annosa immundicie, que o tempo e as
exhalações de toda a especie tinham ido accumulando sobre ellas. De noute era
alumiado por um candeeiro de latão de quatro bicos, suspenso do tecto. A mais
de tres quartas partes do comprimento da salêta havia um balcão de pinho
coberto de manchas de toda a qualidade, inclusivè sangue; e por traz d'elle estava
sempre magestosamente sentado n'uma poltrona do seculo XVI, já quasi sem
vestigios archeologicos, ou de pé, mão sobre um copo de quartilho, e a outra
enfiada na algibeira, o snr. Antonio Porto, vulgo o Pepino, respeitavel
proprietario do estabelecimento”.
E Eça de Queiroz, também
em Os Maias, faz uma outra referência
ao candeeiro de petróleo no interior de um estabelecimento de bebidas:
“Entraram
n’uma pequena venda, onde a mancha amarella d’um candieiro de petroleo
destacava n’uma penumbra de subterraneo, allumiando o zinco humido do
balcão, garrafas nas prateleiras, e o vulto triste da patroa com um lenço
amarrado nos queixos.
Figura 15
-
Marcus Stone (1840-1921) ilustração do
capítulo seis de Charles Dickens (1812-1870): "Our Mutual Friend"
(1864-1865) Chapman & Hall, Ld. London 1865.
Mas é Fernando Pessoa que melhor reflecte sobre a
iluminação a petróleo, cuja luz faz meditar sobre a vida:
“Em tôrno ao candeeiro desolado
Cujo petróleo me alumia a vida,
Paira uma borboleta, por mandado
Da sua inconsistência indefinida...”
Fernando
Pessoa
Figura 16 - Christian Clausen (1862-1911), interior com um
homem sentado à luz de candeeiro a petróleo. 1866. Óleo s/tela estendida sobre
painel. 37 x 26 c. Col. Particular.
Num outro poema Fernando Pessoa, falando já da
luz eléctrica, lembra os candeeiros de petróleo da sua infância.
“Que fazes, camarada, da janela com luz?
Sonho, falta de sono, vida?
Tom amarelo cheio da tua janela
incógnita...
Tem graça: não tens luz eléctrica.
Ó candeeiros de petróleo da minha
infância perdida!”
Fernando Pessoa Álvaro de Campos
Figura 17 – ?? Pinterest
I poeti lavorano di notte
A chama inconstante, viva, tremendo no candeeiro de petróleo pousado sobre a mesa do escritor provoca a sua imaginação e a angústia da folha em branco, como
refere Mallarmé: « Ô
nuits ! ni la clarté déserte de ma lampe
Sur le vide papier que la blancheur
défend »
Figura 18 - Fritz Kraul (1862-1935), retrato de Laurids
Jonsen.(1850-1920) 1884. Óleo s/tela 42 x 32 cm.
Col. particular. Wikipédia.
Figura 19 - Henri de Smeth (1865-1940), The
Attic Room 1888.óleo s/tela 46 x 56 cm. Col.
Particular.
Figura 20 - Édouard-Antoine Marsal (1845-1929),
Alfred Bruyas [17] dans son
cabinet de travail 1876. Óleo s/tela 61 x 48 cm. Musée Fabre Montpellier.
E
nos ateliers dos artistas plásticos.
Figura 21 - Adriano Sousa
Lopes (1879-1944), atelier do pintor. óleo s/tela 81 x 54,5 cm. Museu Nacional
de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.
A
intimidade pelo candeeiro de petróleo
Para
dos que se sentam em volta de uma mesa o candeeiro pousado no centro da mesa cria
um cone de luz, um círculo um abrigo de intimidade, “o candeeiro com o seu canto leve, doce como se ouve nos búzios. Ele
estende as suas mãos que apaziguam.”
Figura 22 - Edouard Vuillard (1868-1940), Les Amis autour de la table,
Saint-Jacut 1909. gouache à la colle sur papier marouflé sur toile 96,5 x
135,0 cm. Musée d’Orsay Paris.
E para melhor
criar esse efeito, são ainda utilizados os candeeiros suspensos reunindo as famílias
burguesas ou as desfavorecidas.
Figura 23 - Claude Monet
(1840-1926) Le Diner 1869 óleo s/ tela 50 x 65 cm.
Foundation E. G. Bührle Zurich.
Figura 24 - Ernest Duez (1843-1896), Autour de la lampe
c.1882. óleo s/tela 150,5 x 175 cm. RMN-Grand
Palais (Musée d’Orsay) / Adrien Didierjean
Figura 25
- Félix Vallotton
(1865-1925) Le Dîner, effet de lampe 1899 huile sur carton marouflé sur bois, 58 x 90 cm. Musée d’Orsay, Dist. RMN-Grand Palais / Patrice Schmidt.
O candeeiro suspenso reúne também famílias dos
mais desfavorecidos como lembra Van Gogh no seu conhecido quadro Os Comedores
de Batatas,
Figura 26 - Vincent van
Gogh, Os comedores de batatas 1885. Óleo s/tela 82 cm × 114 cm.
Museu Van Gogh Amesterdão.
Ou Léon Cortès com a pintura de uma família bretã.
Figura 27 - Edouard Léon Cortès (1882 - 1969) a
família bretã óleo s/tela 48.3 × 61cm. Col.
particular.
Eça de Queiroz refere
as reuniões em volta mesa.
“Aos domingos à noite havia em casa de Jorge uma
pequena reunião, uma cavaqueira, na sala, em redor do velho candeeiro de
porcelana cor de rosa. Vinham apenas os íntimos.”
Figura 28 – Willard Metcalf (1858-1925), The ten cent
breakfast (pequeno almoço de dez cêntimos) 1887 óleo s/tela 37,5 x 54,6 cm. Denver Art Museum.
Ou reunindo num jantar formal um grupo de artistas.
Repare-se na presença dos candelabros com velas sobre a mesa.
Figura 29 - Viggo Johansen
(1851-1936) Um encontro de artistas (Malerne mødes)1903 óleo sobre tela 148
x 222 cm. Nationalmuseum Estocolmo.
Ou em reuniões informais e privadas de mulheres.
Figura 30 - Charles-Édouard Boutibonne (1816-1897), Ladies playing Billiards
1869. Óleo s/painel 64,7 x 52 cm. Col. particular.
Ou em encontros privados ou íntimos de apenas duas
pessoas.
Figura 31 -
Figura 32 - Columbano duas figuras 1887 Grafite sobre papel
17,3 × 21,5 cm. MNAC-Chiado.
Sironi pinta uma personagem junto ao candeeiro
suspenso que a presença do gato e a paisagem fabril que se antevê pela janela
evocam a sua solidão.
“Um aroma nocturno, indefinível e que me traz
uma vaga, requintada e terna dúvida, entra pela janela aberta no quarto onde
trabalho… O meu gato vigia a noite, erguido como um morcego… Um tesouro com um
olhar subtil observa-me com os seus olhos verdes…”
Figura 33 - Mario
Sironi (1885-1961). Homem, candeeiro e gato. 1920-25. Óleo s/painel 67 x 49 cm.
Blog de Pavel Otdelnov A substância da existência.
A publicidade do petróleo e do candeeiro é
ilustrada pelos cartazes de Jules Chéret, o conhecido publicista da transição
entre os séculos XIX e XX, a chamada Belle
Époque.
Figura 34 - Jules Chéret (1836-1932), Affiche: Saxoléine 1895. Wikimedia Commons.
Em 1926 o candeeiro de petróleo, como a grafonola, são
já objectos em desuso como mostra a tela de Ernst Thoms, “Loja de
objectos usados” precisamente desse ano.
Figura 35 - Ernst Thoms (1896-1983), loja de ocasião
1926.óleo s/tela 80 x 110 cm. Sprengel Museum, Hannover.
O petróleo na cozinha e no aquecimento
No
Porto no interior das casas, enquanto na cozinha se mantém (e se manterá por
largos anos), o uso do fogão a lenha, surge, nestes anos vinte, o fogareiro a
petróleo, que rapidamente se democratiza e generaliza, sendo pelo menos, até
meados do século XX, instrumento ou aparelho indispensável para cozinhar quer
na habitação burguesa quer nas casas das “ilhas” onde nem cozinha havia.
Figura 36 - Fogareiro a petróleo anos vinte.
Nos
anos vinte, surge em jornais e revistas, a publicidade ao fogão Vacuum a
petróleo (de preferência Sunflowwer, cujo nome diz tudo…) da Vacum Oil Company
(mais tarde a Mobiloil).
Figura 37 - Anúncio de Março de 1927, Na legenda:
"Enquanto o Diabo Esfrega um Olho...Um Fogão da Vacuum, ferve um litro de
água". "Este Fogão pode preparar uma refeição em duas horas,
consumindo apenas meio litro de petróleo". "Use Exclusivamente
Petróleo Sunflower para obter mais rendimento". "Vacuum Oil
Company".
Figura 38 - Publicidade ao calorífero da Vacuum, Revista
ABC 1929.
E para o aquecimento da casa, para além do
tradicional fogão de sala, surge o calorífero a petróleo permitindo outra
mobilidade e economia.
A Vacuum Oil produz e publicita o
calorífero a petróleo.
Figura 39 – publicidade ao calorífero da Vacuum. Ilustração Portuguesa 12 de Abril
1924. (pág. 33).
Figura 40– publicidade aos caloríferos Vacuum.
Na pintura, numa tela onde Carlos Reis pinta o seu atelier, surge um
calorífero a petróleo aos pés da modelo.
Figura 41 - Carlos (António Rodrigues dos) Reis (1863-
1940). Tarde no atelier Óleo s/tela. Sede do Banco Internacional de Crédito.
CONTINUA
Alberto
Pimentel, (1849-1925), Chronicas de Viagem. typographia. e lytographia a vapor
de Eduardo da Motta Ribeiro. Porto 1888. (pág.67).
Cruz e Sousa (1861-1898). Umbra in Missal Brazil-Sul. M a g a l h ã e s & Ca.
E d i t o r e s 3 e 5 Rua da Quitanda. 3 e 5. Livraria Moderna Rio de Janeiro
1893. (pág. 149 e 150).
Firmino Pereira O Porto d’outros tempos. Notas Historicas, Memorias,
Recordações. Livraria Chardron, de Lello & Irmão. Porto 1914. (pág. 59).
Ricardo
Reis Poema n.º 140 de 3-3-1929. In Poemas de Ricardo Reis. Fernando
Pessoa. Edição Crítica de Luiz Fagundes Duarte. (1994). Imprensa Nacional -
Casa da Moeda, Lisboa: 2015. (pág. 104).
Eça de Queiroz, Os Maias, Episodios
da Vida Romantica. Vol. I Cap. V. Livraria Internacional de Ernesto Chardron,
Porto 1888. (pág. 150).
Alberto
Pimentel, o Porto há trinta anos. Livraria Universal de Magalhães & Moniz,
editores. Porto 1893. (pág. 218).
[12] Eça de
Queiroz, Os Maias. Episodios da Vida Romantica. Vol. I Cap. VI. Livraria
Internacional de Ernesto Chardron, Porto 1888. (pág. 238).
Fernando Pessoa
1-9-1928 in Poemas inéditos in Fernando Pessoa Obra Poética. Companhia Aguilar
editora Rio de Janeiro 1965. (pág. 514)
[14] Álvaro
de Campos Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo 25-11-1931. Livro
de Versos. Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição,
organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.
[16] Stephane Mallarmé (1842 – 1898), Brises
marines de Poèmes d’enfance et de jeunesse 1858-1863. In Œuvres Complètes de
Stephane Mallarmé, Bibliothèque de La Pleiade n.º 65. Librairie
Gallimard. Paris 1951. (pag.38).
[18] Léon-Paul Fargue (1876 - 1947) Une odeur nocturne,
indéfinissable in Poèmes, éditions de la Nouvelle Revue Française Marcel
Rivière & Cie Paris 1912 (pág.90). « La lampe fait son chant léger,
doux comme on l’entend dans les coquillages. Elle
étend ses mains qui apaisent. »