terça-feira, 3 de março de 2026

O Rosto da Cidade VI

 O Rosto da Cidade na pintura do século XX (continuação)

 O Rosto da Cidade: o rio e o porto fluvial

 “houve pintores do porto

Que inventaram assim

Para seu uso o porto…”

Vasco Graça Moura [1]

 

 

Para além das pontes, do moderno Rosto da Cidade faz parte o rio Douro e a sua “Faina Fluvial” [2], essa intensa actividade que se manteve até aos anos 50.  A inauguração da Doca n.º 1 em Leixões em 1932, marca o início da lenta, mas inexorável transferência da quase totalidade das actividades portuárias para o novo porto marítimo.

Os pintores do modernismo portuense de entre guerras, procuram nas actividades portuárias no Douro, as imagens do Porto moderno.


Joaquim Lopes





fig. 6 - Joaquim Lopes (1886-1956), Barcos à descarga no rio Douro, 1927, óleo s/ tela 47,5 x 67 cm. Museu Nacional Soares dos Reis.

Nesta obra de Joaquim Lopes [3], datada de 1927, é a presença imperial do navio, e que ocupa a quase totalidade da composição e no primeiro plano as varinas nas suas lides quotidianas.

Sob uma clara luz matinal, o barco está fundeado junto ao cais de Gaia, e carrega ou descarrega nas barcaças, as suas mercadorias (carvão e fardos de algodão). 

 Na composição, lembrando o transporte do necessário carvão, os tons escuros do navio e das barcaças, ocultando o rio, contrastam com os tons claros e luminosos da margem esquerda e do panorama da cidade.

 O quadro está dividido em três planos horizontais.

No primeiro plano na praia, seis peixeiras ou varinas: uma à esquerda do espectador, caminhando na sua direção, com um cesto na cabeça. Ao centro um grupo de outras quatro; uma sentada e outra que caminha também na direção do espectador, trazendo nos braços uma canasta. Um pouco mais à direita uma outra parece dirigir o olhar para algures na direção da ponte Luiz I.

Ocupando o segundo plano o navio e as barcaças em tons escuros, lembrando o transporte do necessário carvão, ocultando o rio, contrastando com os tons claros e luminosos quer da margem esquerda quer da cidade.



Ao fundo, o Rosto da cidade debruçado sobre o Douro “bem similhante a hum grande Amphitheatro” [4], e onde “até a luz terá a cor do granito” [5], na representação “a imagem” do Porto, a imagem que desde o século XVIII o representa e identifica.

 














 fig. 7 - Pormenor da pintura de Joaquim Lopes destacando a imagem da cidade na parte superior.


Distingue-se ao centro a Praça da Ribeira com a sua fonte monumental, tendo à direita do espectador a frente de Cimo do Muro e à esquerda a frente do Muro dos Bacalhoeiros.

Saliente-se ainda o ritmo da composição, estruturada por três linhas verticais que dividem o quadro sensivelmente em quatro partes.

À esquerda uma linha que coincide com a Torre dos Clérigos - definitivamente o símbolo da alma e da identidade do Porto.

Uma outra linha central coincidente com a igreja dos Grilos (São Lourenço).

A última linha coincidente com o mastro-guincho da proa do navio apontando o Paço Episcopal e a mancha verde da praça da Batalha.

 






























fig. 8 - Pormenor de Barcos à descarga no rio Douro, 1927, com a marcação vertical do quadro.

 

Dordio Gomes

“Que diz além, além montanhas,
O Rio Doiro à tarde, quando passa?”

Pedro Homem de Mello [6]

 

Dordio Gomes (1890-1976) [7] pinta um quadro com a melancólica e dourada luz outonal dos poentes portuenses, onde é dada uma maior importância ao rio Douro incluindo parcialmente, a ponte Luiz I.




fig. 9 - Dordio Gomes, Barredo,1935, óleo s/tela 105 x 125 cm. Museu do Chiado.

 A composição divide-se - neste caso - em dois planos distintos, sensivelmente correspondentes à metade superior e inferior do quadro.

Um plano com o rio Douro e Gaia.

No rio Douro, que bebe as cores da cidade” [8], as barcaças na margem norte e diversos barcos atracados ao cais da Ribeira.

E em primeiro plano, um trecho da margem sul, com um apontamento dos telhados dos armazéns de Gaia e, no canto inferior, a rua da Barroca.

 




















fig. 10 – Pormenor da fig. anterior salientando a parte inferior.

 

E um segundo plano, na metade superior do quadro, com o Rosto da cidade do Porto.
















fig. 11 - Pormenor da fig. anterior salientando a parte superior.

No alto a Catedral Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?” [9], quase escondida pela presença do Paço Episcopal - o qual nesses anos estava ocupado pela Câmara Municipal – e o casario em anfiteatro descendo até Douro até ao cais da Ribeira, com a sua frente da rua de Cima do Muro.

Pode distinguir-se a poderosa presença da ponte Luiz I, e os pilares, memória da ponte Pênsil.

Presente ainda o casario que então fazia a frente do largo da Lada.

Numa linha que atravessa horizontalmente a composição, o muro da Ribeira, os restos da tão negra muralha à luz do dia? / E as ameias partidas sobre os muros?” [10], onde vergam-se os arcos gastos da Ribeira... / Que triste e rouca a voz dos mercadores…” [11]

 

No mesmo ano Dordio pinta um Rosto da cidade algo semelhante.


 


















fig. 12 - Dordio Gomes sem título 1936. Óleo s/madeira 51 x 61 cm. Fundação Calouste Gulbenkian.

 

João Alves de Sá

Ainda nos anos trinta, um outro pintor João Alves de Sá [12] pinta uma aguarela com o Rosto da Cidade.



















fig. 13 - João Alves de Sá (1878-1972) Vista do Porto 1933 aguarela sobre papel. Porto Desaparecido Facebook

 O Rosto da Cidade, palidamente contido no tom aguarelado das fachadas, é visto de um ponto de vista do rio, no qual parece correr aquela brisa de algumas manhãs, que levemente vai enrugando em pequenas ondas, as águas vidradas do Douro.

Ao fundo uma panorâmica da cidade, que aqui não inclui a ponte Luiz I.

À esquerda a Torre dos Clérigos e, em matinal contraluz, a colina acrópole da cidade, onde se ergue o Paço Episcopal, a Catedral, a igreja de S. Lourenço (Grilos) e o Seminário, assente sobre o muro da Ribeira, ocupa o espaço edificado com parte do casario da Vitória que se ergue em pirâmide rematado pela Torre dos Clérigos.

Advinha-se o Rio de Vila correndo entre as colinas e desaguando na Praça da Ribeira.

 

Outros 2 pintores do Rosto da Cidade no período entre as duas guerras

Nadir Afonso e a ponte Luiz I

 

“Quando passo pela ponte deste rio
A quem também chamei de Rio Dourado
E sinto intensamente a alegria
Me encontro, e renasce em mim
O canto da verdade
O espelho da verdade, que me invade...”

 

José Cid [13]

























fig. 14 – Nadir Afonso, Ponte D. Luís, s/d (Anos 40). Técnica mista sobre papel 18,5 x 24,5 cm. Fundação Nadir Afonso.

 

Nos anos 40, jovem estudante Nadir Afonso [14], volta a fazer da ponte Luiz I, o tema central da sua inicial pesquisa artística numa obstinada vontade dela se apossar e construir plasticamente Ávido em sucessão da nova Beleza atmosférica (…) sempre em frenesis de absorvê-la.[15]



















fig. 15 - Nadir Afonso A Ponte e o Porto, s/d (Anos 40). Técnica mista sobre papel, 20 x 25,5 cm. Colecção particular.

Desenhou-a e pintou-a diversas vezes [16], de diferentes pontos de vista, experimentando “incansavelmente novas modalidades de aproximação plástica ao visível” [17], naquela “loucura que vem / de querer compreender” [18].

E onde a ponte surge, em traço dinâmico e nervoso, como flecha apontada ao coração da cidade.

 


 


















fig. 16 - Ponte D. Luís, s/d (Anos 40). Técnica mista sobre papel 25,5 x 27 cm. Fundação Nadir Afonso.

E, talvez para melhor se aproximar ao Rosto da Cidade - da sua alma - Nadir pinta a ponte vista “do tabuleiro inferior onde melhor se aprecia… o que é esta grandiosa obra de engenharia.”[19]


Numa mais tranquila composição, Nadir procura captar a sensação de quem se aproxima do Rosto da Cidade percorrendo devagar, o que é raro, o seu tabuleiro inferior.


fig. 17 – Nadir Afonso Ponte Luiz I, 1939. Óleo sobre tela 22,2 x 22,5 cm. Fundação Nadir Afonso.

 Lino António

Lino António [20] retrata o Rosto da Cidade com cores vibrantes, de um sol de meio-dia, com uma luminosidade que, como nota Agustina, mais parece de Lisboa já que é africana, loira, seca." [21]


No Rosto da Cidade, reduzido aos seus volumes essenciais, uma “face esculpida em grito” [22], pintada numa distorcida visão plástica de cores inflamadas destacando-se o colorido alaranjado da ponte Luiz I e do morro da Sé e os tons de azul-verde do rio, em deliberado contraste com o cinzento granítico e sombrio da Torre do Clérigos.

 






















fig. 18 - Lino António (1898-1974), Vista do Porto com a ponte Luís I. 1936. Porto a cidade que nos une. Facebook.

 

 

CONTINUA

 

 

 

 

 



[1] Vasco Graça Moura (1942-2014), num parque, à contraluz in Vasco Graça Moura Poesia reunida Vol.I 1962-1997 Quetzal Editores Lisboa 2012. (pág. 413).

[2] Manoel de Oliveira (1908-2015), “Douro-Faina Fluvial” Essa afirmação de modernidade, consagrada em 1931, no extraordinário filme de Manoel de Oliveira Douro, Faina Fluvial, onde aparecem, como símbolos de modernidade, o comboio, o transporte motorizado (o camião) contrastando com o carro de bois, um avião que passa no meio das gaivotas, os barcos a vapor e as traineiras, opondo-se aos barcos à vela (bacalhoeiros) e às inúmeras barcaças, e ritmo das próprias actividades portuárias. O modo como Manoel de Oliveira filma a cena do carro de bois disparando pelo cais; a subtileza da ironia em que o guarda-fiscal é filmado em contra plano, dando-lhe uma presença autoritária com paralelo na frente da locomotiva e na proa do navio (o navio italiano Nereide), tudo são sinais evidentes dessa modernidade.

[3] Joaquim Francisco Lopes (1886-1956), de origens modestas, em 1919 foi para Paris, onde frequentou a Academia La Grande Chaumière. Esta estadia em Paris permite classificá-lo como um pintor de transição entre o naturalismo e um modernismo de influência impressionista. Foi professor do ensino técnico, e em 1930, por concurso, torna-se professor na Escola de Belas Artes do Porto, de que foi Director entre 1948 e 1952, sucedendo-lhe o arquitecto Carlos Ramos.
Colaborou em diversas publicações (O Primeiro de Janeiro, O Tripeiro ou Ocidente), e um livro sobre o pintor Marques de Oliveira.

[4] Agostinho Rebelo da Costa (?-1791) Descripção Topographica e Historica da Cidade do Porto. Na Officina de Antonio Alvarez Ribeiro. Porto, CIƆIƆCCLXXXIX (1789). (pág. 21).

[5] Eugénio de Andrade, Prefácio de Daqui ouve nome Portugal, ed. Inova Porto, 1968. (pág.16)

[6] Pedro Homem de Mello, (1904-1984), Balada do rio Doiro de Estrela Morta (1940), in Poesias Escolhidas, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1983. (pág. 44). E em Daqui ouve nome Portugal. Antologia de verso e prosa, homenagem à antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto, nas comemorações dos 1100 anos da presúria de Portugale por Vímara Peres. Organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade. Exemplar 1124. Editorial Inova Limitada Porto Junho de 1968. (pág.209 e 210).

Balada do Rio Doiro de Pedro Homem de Mello:

“Que diz além, além montanhas,
O Rio Doiro à tarde, quando passa?
Não há canções mais fundas, mais estranhas,
Que as desse rio estreito, de água baça!...
Que diz ao vê-lo o rosto da cidade?
Ó ruas torturadas e compridas,

Que diz ao vê-lo o rosto da cidade,
Onde as veias são ruas com mil vidas?...
Em seus olhos de pedra tão escuros
Que diz ao vê-lo a Sé, quase sombria?
E a tão negra muralha à luz do dia?
E as ameias partidas sobre os muros?
Vergam-se os arcos gastos da Ribeira...
Que triste e rouca a voz dos mercadores!...
Chegam barcos exaustos da fronteira
De velas velhas, já multicolores...
Sinos, caixões, mendigos, regimentos,
Mancham de luto o vulto da cidade...
Que diz o rio além? Porque não há-de
Trazer ao burgo novos pensamentos?
Que diz o rio além? Ávido, um grito
Surge, por trás das aparências calmas...
E o rio passa torturado, aflito,
Sulcando sempre o seu perfil nas almas!...”

[7] Simão César Dordio Gomes. Vai para Paris em 1910 com o escultor Francisco Franco, onde frequenta a célebre Academia Julian, numa estadia apenas de um ano. Regressa a Arraiolos onde permanecerá até 1921, quando volta para Paris para frequentar a École de Beaux-Arts e o atelier de Ferdinand Cormon. Em Paris permanecerá até 1926, sem, no entanto, deixar de participar em 1923 na Exposição dos 5 Independentes (Diogo de Macedo, Henrique e Francisco Franco e Alfredo Migueis). Em 1933 concorre ao lugar de professor na Escola de Belas Artes do Porto que ocupa entre 1934 e 1960. Nos anos 30 pinta diversas vistas da cidade e do rio Douro. Para além da pintura dedica-se ao fresco tendo realizado os do café Rialto em 1944, do Baptistério da Igreja de Nª Srª da Conceição em 1947, da Livraria Tavares Martins em 1948, das igrejas de Nª Srª do Perpétuo Socorro em 1952 e dos Redentoristas em 1953, do átrio do pavilhão de Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1954, e da Câmara Municipal do Porto em 1957.

[8] Egito Gonçalves (1920-200), A Bucólica Margem de A Ferida Amável in Relâmpago n.º 6. Fundação Luís Miguel Nava / Relógio d’Agua Editores. Lisboa 2000.

[9] Pedro Homem de Mello, (1904-1984), Balada do rio Doiro de Estrela Morta (1940), in Poesias Escolhidas, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1983. (pág.44). E em Daqui ouve nome Portugal. Antologia de verso e prosa, homenagem à antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto, nas comemorações dos 1100 anos da presúria de Portugale por Vímara Peres. Organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade. Exemplar 1124. Editorial Inova Limitada Porto Junho de 1968. (pág.209 e 210).

 

[10] Pedro Homem de Mello, (1904-1984), Balada do rio Doiro de Estrela Morta (1940), in Poesias Escolhidas, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1983. (pág.44). E em Daqui ouve nome Portugal. Antologia de verso e prosa, homenagem à antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto, nas comemorações dos 1100 anos da presúria de Portugale por Vímara Peres. Organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade. Exemplar 1124. Editorial Inova Limitada Porto Junho de 1968. (pág.209 e 210

[11] Idem.

[12] João Alves de Sá (1878-1972) era licenciado em Direito e visconde de Alves de Sá. Aguarelista dedicando-se também à cerâmica e à azulejaria, tendo dirigido essa secção na Fábrica Viúva de Lamego. Participou no pavilhão de Portugal na feira internacional de Sevilha, em 1929.

 

[13] José Cid Onde, Quando, Como, Porque Cantamos Pessoas Vivas 2º Álbum do conjunto Quarteto 1111, de 1975.

[14] Nadir Afonso Rodrigues (1920-2013) Em 1938 inscreveu-se no Curso de Arquitectura da Escola de Belas Artes do Porto. Ainda estudante expôs em 1944 na IX Exposição de Arte Moderna do Secretariado Nacional de Informação e participou e no ano seguinte na Missão Estética de Évora dirigida por Dordio Gomes, e onde entre outros estudantes participam Júlio Pomar (1926) e Arlindo Rocha (1921 — 1999). Nadir será um dos fundadores da Associação Académica de Belas Artes do Porto, com José Borrego, Francisco Valente, Amândio da Silva, Hernâni Moreira, Joaquim Bento d’Almeida, Fernando Monteiro, Maria Margarida Soares e Celestino de Castro. Participou até 1946 nas exposições dos Independentes. A primeira exposição foi inaugurada em Abril de 1943, na EBAP, a segunda em 1944, no Ateneu Comercial e a terceira em 1945, no Coliseu do Porto, seguem-se em 1946, 1948 e 1950 na Livraria Portugália. Nadir em 1946 parte para Paris onde colabora no atelier de Le Corbusier (1887-1965) entre 1946 e 1948. Em 1948 apresenta a sua C.O.D.A. (Concurso para a obtenção do diploma de arquitecto) orientada por aquele famoso arquitecto suíço com o título de "A Arquitectura não é uma Arte", e com o projecto Fábrica têxtil de Saint-Dié, resultante da sua colaboração com o famoso arquitecto. Depois de uma passagem em 1951 pelo Brasil onde colaborou com Óscar Niemeyer, regressa a Paris onde elabora as suas obras que intitulou “Espacillimité". De regresso a Portugal e abandonando a arquitectura em 1965, expõe no SNI, em Lisboa em 1961 e 1968, na ESBAP em 1963 e na Cooperativa Árvore, no Porto 1966, e representou Portugal na Bienal de S. Paulo (1963 e 1969). Recebeu o Prémio Nacional de Pintura (1967), foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris (1968) e ganhou o prémio Amadeo de Souza-Cardoso (1969). Teorizando sobre arte, publica em 1958"La Sensibilité Plastique", a que se segue "Mécanismes de la Création Artistique"(1970) e "Le Sens de l'Art " (1983).

[15] Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) Manicure, Poemas sem Suporte in ORPHEU 2 Ática S.A.R.L. Lisboa 1979 (pag.29).E em Mário de Sá-Carneiro, Verso e Prosa, Assírio & Alvim porto Editora, Porto 2010. (pág. 44).

[16] A primeira exposição do ciclo Sinais do Modernismo-anos 40, organizada por Bernardo Pinto de Almeida e realizada na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, foi dedicada a Nadir Afonso e exibia uma dúzia de composições em que o tema era a ponte Luiz I.

[17] Bernardo Pinto de Almeida in Catálogo da Exposição Nadir Afonso do ciclo Sinais do Modernismo-anos 40, realizada na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda 2014.

[18] Fernando Pessoa Fúria nas Trevas o Vento [23-5-1932], de Cancioneiro [134] in Fernando Pessoa, Obra Poética, Volume Único, Rio de Janeiro, GB, Companhia Aguilar Editora, 2.ª edição, 1965. (pág.160).

[19] Guia do Porto Illustrado,com desenhos e direcção litteraria de Carlos Magalhães. Ed. Empreza dos Guias Touriste, Porto 1910.

[20] Lino António (1898-1974), Lino Pires de Veiga Ferreira Pedras António, da segunda geração modernista, participou no I e II Salão de Outono da (1925 e 1926), e no Salão dos Independentes (1930 e 1931 da Sociedade Nacional de Belas Artes.

[21] Agustina Bessa-Luís (1922-2019), sobre António Cruz “O Pintor e a Cidade”, ed. Oiro do Dia, Porto 1982.

[22] António Manuel Couto Viana (1923-2010), Loa ao Porto, in Colectânea de Poesia sobre o Porto; ed. Dom Quixote, 2001.