poema curto 25
Armando Alves (1935-2026), sem título 1954. Óleo sobre tela 49,5 x 28,5 cm. Col. particular.
“…O vulto do caes é a estrada nítida e calma
Que se levanta e se ergue como um muro,…”
Fernando Pessoa [1]
já
se não via que o sol no mar entrava
impassível eu
me ausento da memória
[1] Fernando Pessoa, excerto de Chuva Oblíqua. In Fernando Pessoa Obra Poética. Volume único.
Companhia Aguilar Editora. Rio de Janeiro 1965. (pág. 113).

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