sábado, 9 de maio de 2026

Poema do arquitecto 8

 



Paul Cézanne (1839-1906), Rochers à Fontainebleau c.1893. óleo s/tela 73,3 x 92,4 cm. The Metropolitan Museum of Art. N.Y.


“Caminho entre muros e contemplo

Os alicerces de uma casa, ou ali onde

Uma árvore, como um dedo tisnado, brota da terra;

E lanço para a frente a imaginação

Sob a luz do dia que desvanece, invoco

Imagens e memórias

De ruínas ou de árvores ancestrais,

Pois a todas elas interrogarei.”

W.B.Yeats [1]

 


Majestosas florestas ou castelos em ruinas

ruins escolhos tudo podes sempre contornar

assim desenhando sem receios e sem medos

recintos ou casas qualquer abrigo para habitar 

Contorna os obstáculos que fores encontrando

procurando responder nada tentando perverter

encontra formas justas com a razão acertando

tudo o que desse sítio fará um lugar para viver.

 



[1] William Butler Yeats (1865-1939). The Tower II (1928). In The Collected Poems of W.B.Yeats. MacMillan and Co., Limited. New York 1951. (pág.192 e193).

I pace upon the battlements and stare
On the foundations of a house, or where
Tree, like a sooty finger, starts from the earth;
And send imagination forth
Under the day's declining beam, and call
Images and memories
From ruin or from ancient trees,
For I would ask a question of them all.

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